SEGURANÇA

Policiais civis de Pernambuco suspendem atividades investigativas em todo Estado

O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) organiza nesta quarta-feira (2) o "primeiro grande ato de advertência" em todo Estado

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 01/02/2022 às 14:46 | Atualizado em 01/02/2022 às 15:41
SINPOL-PE/DIVULGAÇÃO
Pelas ruas do Recife, policiais civis denunciaram a violência no Estado - FOTO: SINPOL-PE/DIVULGAÇÃO
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O Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL-PE) organiza nesta quarta-feira (2) o "primeiro grande ato de advertência" em todo Estado. A movimentação foi definida na última assembleia da categoria e integra a Campanha Salarial e Funcional 2021/2022.

A decisão dos policiais civis de Pernambuco é de suspender as atividades investigativas em todo o Estado das 8h às 16h desta quarta-feira. Dessa forma, apenas funcionarão atividades administrativas, de medida protetiva de urgência por violência doméstica e de condução para audiências de custódia.

Na semana passada, a categoria fez passeata pelas ruas do Centro do Recife e decidiram, em assembleia, por endurecer ainda mais o movimento, promover paralisações em todo Estado e marcaram para esse mês uma nova assembleia que pode deliberar por Greve.

“A categoria foi mais uma vez desrespeitada pelo Governo, que deveria apresentar uma contraproposta para a classe, remarcando a reunião. Diante dessa postura lamentável, já que estamos desde o dia 27 de julho do ano passado tentando uma composição para resolver as questões estruturais da Polícia Civil, para acabar com a clandestinidade funcional e poder atender mais e melhor a população e diminuir esse fosso absurdo e injusto entre nós e nossos chefes, o Governo vem se esquivando e empurrando com a barriga, tentando ganhar tempo. Não dá mais para esperar. A categoria deliberou na frente do palácio por paralisações como a desta quarta-feira e estamos nos preparando para ir para a frente da SDS esse mês realizar uma grande assembleia que pode ser decretada a Greve, caso nesse o Governo não apresente uma proposta condizente para resolver as nossas questões e para poder deixar que a gente atenda mais e melhor a população” ressaltou Rafael Cavalcanti, presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (SINPOL).

Dentre as reivindicações estão a valorização salarial e funcional do Policial Civil de Base, a melhoria nas condições de trabalho nas delegacias e institutos de todo o Estado e o fim do que a categoria chama de "clandestinidade funcional", à qual a base dos Policiais Civis estaria submetida.

Vale lembrar que a categoria está em Estado de Greve desde o dia 29 de dezembro e durante o mês de janeiro realizou protestos por todo o Estado, como o Ato das Cruzes, que passou pela capital pernambucana no dia 31 de dezembro, Caruaru no dia 6 de janeiro, Petrolina no dia 12 e Porto de Galinhas no dia 19.

Durante os atos, policiais reclamam do número de homicídios em Pernambuco, com mais de 3 mil mortes em 2021, e destacam os 130 Policiais Civis vítimas da Covid-19. Além disso, reclama-se da falta de estrutura nos postos de trabalho, falta de efetivo e outros problemas que prejudicam a elucidação dos crimes no estado.

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