Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

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Por Fernando Castilho
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Queiroga venceu eleição da SBC com apoio de Ludhmila Hajjar

Ludhmila Hajjar faz parte da diretoria da Sociedade Brasileira de Cardiologia liderada por Marcelo Queiroga

Fernando Castilho
Fernando Castilho
Publicado em 17/03/2021 às 14:00
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 DIVULGAÇÃO Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC
Queiroga venceu eleição da SBC com apoio de Ludhmila Hajjar - FOTO: DIVULGAÇÃO Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC
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Para quem achou que a escolha de Marcelo Queiroga para ocupar o cargo de ministro da Saúde se deveu ao fato dele ser afinado com membros da família Bolsonaro, é importante saber que o paraibano, responsável pelos setores de Urgências e Emergências e de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista do Hospital Alberto Urquiza Wanderley, em João Pessoa/PB, é um membro muito ativo na categoria, tanto na Sociedade Brasileira de Cardiologia – SBC, quanto na própria Associação Médica Brasileira – AMB

Queiroga é reconhecido pelo jeito conciliador, por buscar contatos com o governo e políticos, além de ser BEM acessível a jornalistas. Mas para chegar à presidência da SBC, ele teve que bater chapa com o pernambucano Sérgio Tavares Montenegro, candidato da situação por apenas 10 votos.

E, para isso, ele teve que se juntar com os grandes nomes da cardiologia nacional, a exemplo de Roberto Kalil Filho e Renato Kalil, Leandro Ioschpe Zimerman, além do grupo de médicos do Sírio Libanês e Alberto Einstein e Rede D'OR, entre eles, a jovem cardiologista Ludhmila Hajjar, a quem, já na campanha, Queiroga entregou a tarefa criar a Diretoria de Ciência, Tecnologia e Inovação, implantada na sua gestão.

Três anos depois, Ludhmila Hajjar seria convidada antes dele para o cargo de Ministro da Saúde. E ela só recusou por discordar da abordagem do presidente Jair Bolsonaro para a pasta, além de forte reação da base midiática do presidente que a vinculou ao PT, entre outras acusações.

Ludhmila Hajjar, portanto, faz parte da mesma diretoria que derrubou o grupo da situação de Montenegro, que estava no comando da entidade, chamada de Grupo Pernambuco e Bahia. Sua chapa de oposição saiu vitoriosa no Sul e Sudeste em São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

Na comemoração da vitória, Marcelo Queiroga disse que o seu maior desafio era buscar e construir a reconciliação na SBC diante da divisão que se arrasta há mais de 8 anos.

Ao falar de Ludhmila Hajjar, ele disse que ela teria a missão de fazer avaliação de novas tecnologias e análises econômicas, uma interligação entre a evidência científica e a qualidade da assistência, para contribuir com a sustentabilidade do sistema de saúde do Brasil.

À frente da SBC, Queiroga não parou suas articulações até que no final do ano passado teve seu nome indicado para a Agência Nacional de Saúde Suplementar ANS ao lado de Marcus Vinicius Dias, ortopedista e servidor de carreira do Ministério da Saúde.

Mas Queiroga se aproximou dos Bolsonaro com um discurso puramente classista. “O nossos objetivo é frear a abertura indiscriminada de escolas médicas e a importação ilegítima de médicos cubanos”, disse se referindo a ação ocorrida nos Governos Lula e Dilma.

Já com Bolsonaro na presidência, Queiroga manifestou apoio a várias medidas de sua gestão e obteve a promessa do presidente para a classe médica passaria por critérios mais rígidos de aprovação na questão dos cubanos.

Ele também pressionou o Conselho Federal de Medicina para não confrontar o Governo Bolsonaro na questão dos medicamentos defendidos pelo presidente embora tenha defendido o uso de medidas preventivas

Outra coisa que chama a atenção no perfil do novo ministro é que ele sempre buscou na sua atuação de classe em fazer parte dos grupos de comando. A única vez que foi para um bate chapa na SBC foi porque não houve consenso que ele defendia.

Foi a dificuldade de fechar uma chapa de consenso que fez o seu grupo se juntar com São Paulo e Minas e derrotar o pernambucano Sergio Montenegro.

 

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