Cenário econômico em Pernambuco, no Brasil e no Mundo, por Fernando Castilho

JC Negócios

Por Fernando Castilho
castilho@jc.com.br
Coluna JC Negócios

Mapa da Desigualdade entre as Capitais impõe ao Recife desafios que vão além da gestão de João Campos

AS taxaS de homicídio (por 100 mil habitantes); a violência contra a população LGBTQI+ (100 mil habitantes) e homicídio juvenil (100 mil habitantes puxam o Recife para a segunda pior posição entre as capitais.

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JC

Publicado em 28/03/2024 às 0:05
Palafitas do Recife João Campos interferem na percepção de uma cidade melhor
Palafitas do Recife João Campos interferem na percepção de uma cidade melhor - Edson Holanda/PCR

Com ao menos onze dos 17 Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS) que ancoram o Mapa da Desigualdade entre as Capitais do Brasil, entre as cinco piores posições entre essas cidades, o Recife tinha mesmo que ficar na penúltima posição no ranking produzido pelo Instituto Cidades Sustentável (ICS) inspirado no Mapa da Desigualdade de São Paulo que a mesma entidade pública há mais de dez anos.

Considerando que, desses indicadores parte deles dependem de ações diretas do município como a recuperação de resíduos sólidos urbanos coletados seletivamente, taxa de áreas naturais de florestadas além do percentual de pessoas sem instrução e fundamental incompleto, a incômoda posição, naturalmente, bate da avaliação prefeito João Campos que busca a renovação de seu mandato.

Mas existem pontos que “puxaram” o Recife para baixo. Como a taxa de homicídio (por 100 mil habitantes), a violência contra a população LGBTQI+ (100 mil habitantes) e a de homicídio juvenil (100 mil habitantes) que expõem a dramática situação da questão da violência na cidade como centro político do estado.

Tem mais: o fato de a cidade carregar uma proporção de pessoas com rendimento real efetivo domiciliar per capita inferior a US$1,9 (R$ 9,481), por dia e de ter um rendimento médio real de negros e não negros colocam o Recife na terceira pior posição do ranking nacional prejudicam todo o discurso do prefeito. E ainda mais quando se observa que o Recife tem o segundo pior coeficiente de Gini (IN) entre as capitais (perde apenas para ) com 0.606. Assim como carregar uma taxa de desocupação de 15%, a 23ª pior na lista das capitais.

Tudo isso acaba ofuscando as boas posições como a segunda melhor posição em acesso à internet nas escolas do ensino fundamental ou de ter domicílios com acesso à energia elétrica (acima de 99%) ou um percentual de desflorestado (6ª posição) além de centros culturais, casas e espaços de cultura (100 mil habitantes) onde o Recife é o 7º melhor pólo entre as capitais. Mas o problema é que a soma dos 40 indicadores é uma conta ruim para o Recife. Muito ruim.

O problema é que, de fato, o Recife tem números ruins dentro da análise global. Como o de ter tido em 2023 conseguido apenas o 16º lugar na cobertura de vacinas. Ou de estar na 18ª posição num indicador importante como gravidez na adolescência. Para complicar, a cidade tem sua população com apenas () atendida com esgotamento sanitário, o que acaba empurrando-a para o grupo de cinco piores quando se mede o índice de doenças relacionadas ao saneamento ambiental que é consequência disso.

Aí - mesmo quando entram as avaliações em indicadores como equipamentos esportivos (16º) e domicílios em favelas (18º) - não tem como melhorar a performance do quadro geral do Recife.

Claro que isso acaba embaçando uma análise mais política da gestão do prefeito João Campos, embora a maior parte dos números esteja diretamente ligada à sua inserção na economia do Estado, uma vez que a capital tem 00% do PIB do estado e abriga a maior concentração da renda de Pernambuco. Mas também revela que a cidade precisa de performar mais.

E nesse caso importa pouco que o Ranking de Competitividade dos Municípios analisou 410 cidades (população acima de 80 mil habitantes) coloque o Recife é a melhor cidade do Nordeste no Ranking de Competitividade dos Municípios em 2023; que lidere o ranking da Qualidade da Informação Contábil e Fiscal de 2020 entre as capitais do Nordeste. Ou que esteja entre os 160 melhores destinos do mundo para atrair investimentos, de acordo com o ranking global da consultoria internacional Kearney. A vice-liderança entre os priores é o que chama a atenção.

Claro que o Recife é uma cidade importante e sua condição geográfica a torna diferenciada dentro do Nordeste em termos de capacidade de irradiação de negócios. Mas o que o Mapa da Desigualdade entre as Capitais expõe é uma necessidade de a cidade melhorar muito.

Até porque o ranking está construído sobre os 40 indicadores dos 17 ODS aprovados pela ONU e, a partir de agora, será o parâmetro a ser adotado como referência. E isso impõe desafios não apenas para João Campos, mas para todos os prefeitos das principais cidades brasileiras.

ABF Nordeste

O Nordeste obteve faturamento de R$34 bilhões em 2023, aumento de 9,4% em relação ao mesmo período de 2022. O número de unidades de franqueadas cresceu 6,9% chegando a 28 mil operações.

Naming Rights

Bradesco e Cinemark, a maior rede de cinema do país, anunciaram a renovação do Naming Rights pelos próximos dois anos nas suas salas. Celebrada desde 2009, a parceria reforça o compromisso do banco no apoio à cultura.

A rede Cinemark foi precursora do conceito VIP e hoje conta com 25 Salas Bradesco Prime, sendo 13 salas em São Paulo (capital), uma em Barueri, três em Campinas, quatro no Rio de Janeiro, duas em Salvador e duas no Recife, no RioMar Shopping. Para usufruir dos benefícios, o cliente precisa efetuar o pagamento com cartão de crédito ou débito Bradesco Prime em qualquer canal de compra da Cinemark.

Jovens funerários

O total de vidas cobertas pela Morada da Paz Essencial - Assistência Funeral, uma empresa do Grupo Morada, em Pernambuco cresceu 14,43% entre os jovens, de 18 a 25 anos. O aumento nas vendas de planos funerários para jovens é atribuído a uma abordagem inovadora e sensível da empresa. No entanto, os clientes que mais procuram o plano estão na faixa etária entre 40 e 69 anos.

Vendas financiadas

As vendas financiadas de veículos em fevereiro somaram 525 mil unidades, entre novos e usados, de acordo com dados da plataforma B3. O número, que inclui autos leves, motos e pesados em todo o país, representa um crescimento de 30,7% na comparação com o mesmo período de 2023, mas queda de 6,6% em relação a janeiro.

Autorregulação

O programa de autorregulação lançado em 2020 pela Febraban e a ABBC (Associação Brasileira de Bancos) para aprimorar a oferta do crédito consignado aos consumidores completa quatro anos com 1.320 punições. Foram 603 advertências, 664 suspensões temporárias e 53 suspensões definitivas. Apenas em 2023 foram 207 medidas advertências (88), suspensões temporárias (108) e definitivas (11).

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