COLUNA MEU PET

Cuidados com a saúde dos pets na quarentena podem diminuir riscos de doenças

Prevenção através de medidas simples é aliada do bem-estar dos animais de estimação; confira dicas de médico veterinário

Priscila Miranda
Priscila Miranda
Publicado em 12/05/2020 às 11:38
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Cães e gatos precisam de cuidados com a saúde também durante a quarentena - FOTO: Pixabay
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Por Priscila Miranda, da Coluna Meu Pet

Por causa da pandemia do novo coronavírus, evitar ao máximo sair de casa é uma questão de saúde pública e salvar vidas. Mas, além dos cuidados com as pessoas, o que se pode fazer para que o animal de estimação não tenha problemas de saúde e, com isso, não seja preciso correr riscos andando na rua para levá-lo a uma emergência, por exemplo? Com a quarentena, os tutores podem aproveitar o momento de isolamento para ficar atentos aos cuidados preventivos.

Alexandre Merlo, médico veterinário e gerente técnico e de pesquisa aplicada da Zoetis, explica que um aliado dos tutores pode ser a medicina veterinária preventiva.

“A medicina preventiva é voltada para a prevenção do aparecimento de doenças. Nós estamos muito acostumados a ouvir sobre a medicina terapêutica ou a curativa, quando um cão ou um gato apresenta uma doença e é levado ao veterinário, que faz o diagnóstico e propõe o tratamento”, diz o especialista.

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Algumas medidas de prevenção podem ser feitas para que o animal se mantenha mais saudável, principalmente neste período de quarentena. O médico recomenda a atualização da vacinação dos pets e o uso de remédios carrapaticidas e antipulgas.

“Cada vacina protege durante um certo tempo. Os vermífugos, os carrapaticidas e os produtos contra pulgas devem ser mantidos porque, da mesma forma das vacinas, eles protegem por determinado período. E a preocupação com os parasitas deve existir ao longo de todo o ano ainda que ele não saia de casa com a mesma frequência que ele saía antes da [pandemia] de covid-19.”

Segundo ele, o acompanhamento médico com os animais deve continuar sendo feito, mesmo com as restrições de circulação da população nas ruas, principalmente se for um caso de saúde mais grave.

“Os médicos veterinários hoje têm trabalhado com algumas estratégias para reduzir o risco de infecção de pessoas [por covid-19] dentro da clínica veterinária. É possível fazer um primeiro contato com o médico veterinário por telefone para explicar o que está acontecendo mas, se na avaliação médica for necessária a presença na clínica, esse animal deve ser levado para a consulta, sob o risco de algum sintoma se agravar e haver alguma consequência séria futura ”, afirma.

Alexandre Merlo ressalta a importância de cuidar dos bichinhos mesmo que eles fiquem mais em casa.

“O cuidado com animais de estimação não deve ser afrouxado. Os animais são companhias muito importantes para as pessoas, em particular neste período de isolamento social. E alguns animais seguem algumas rotinas na rua para fazer passeios curtos, para defecação e urinar. Então eles seguem sujeitos a agentes infecciosos.”

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