DICAS

Saiba como identificar que seu pet está estressado na quarentena e como estimulá-lo a gastar energia

Especialista aconselha que tutores deem mais atenção ao animal e brinquem com ele dentro de casa para durante a quarentena

Katarina Moraes
Katarina Moraes
Publicado em 25/03/2021 às 13:37
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Com a chegada da covid-19, animais tiveram suas rotinas de passeio alteradas e brincadeiras ao ar livre afetadas - FOTO: PIXABAY
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As quarentenas determinadas pelos governos, o trabalho à distância e a crise econômica causada pela pandemia afetou milhares de famílias por todo o Brasil no último ano. No entanto, o mundo animal também sofreu com as mudanças. Com parques, praças e praças fechados, e as restrições para andar nas ruas, os animais tiveram suas rotinas de passeio alteradas e brincadeiras ao ar livre afetadas. O resultado disso tudo foi, em muitas casas, cães estressados. Por isso, é preciso pensar no melhor jeito de passar o tempo com eles entre quatro paredes.

De acordo com o psicólogo canino, Nahum Anselmo, que também é presidente da Associação dos Adestradores de Cães de Pernambuco, é necessário saber educar os nossos animais para que o convívio seja o mais agradável neste período. “Primeiramente não vamos pensar em abandonar os animais nem se desfazer de outra. Assim como nós humanos sentimos a mudança de rotina por causa da pandemia, os pets também sentem”, conta.

As principais dicas para aliviar os estresses dos cães são: dar mais atenção ao animal, brincando mais com ele, incentivar ele a correr dentro de casa (pode ser na sala, no quintal ou mesmo numa esteira). Definitivamente não podem ficar confinados num mesmo ambiente de sempre, como canis ou espaços pequenos exclusivos, nem muito menos acorrentados. É interessante também educá-los sob orientação de um profissional de adestração para que obedeçam a comandos específicos que os tirem dessa condição de estresse.

» Saiba tudo sobre pets na coluna Meu Pet

Principais sinais de um cão estressado e ocioso

  • Latidos excessivos
  • Alteração no humor
  • Hiperventilação
  • Comportamento destrutivo (morder objetos)
  • Alteração no peso
  • Tédio e ansiedade
  • Alongamentos excessivos
  • Queda de pelos
  • Falta de apetite
  • Movimentos repetitivos (correndo atrás do rabo por exemplo) e automutilação.

Em relação às necessidades fisiológicas, Nahum explica que “o cão sente que tinha uma rotina de sair de casa e fazer suas necessidades na rua. Com essa condição alterada, eles se prendem ao máximo esperando o momento de passear que muitas vezes agora não está acontecendo. Assim, surpreendem os tutores urinando ou defecando em lugares da casa inapropriados. Essa situação estressa também os donos”, finaliza.

"Passeios não estão proibidos, mas devem ser evitados. Alguns pets não urinam dentro de casa. Para evitar problemas de saúde, como cistite (infecção urinária) ou fecalomas (fezes ressecadas) devemos sim realizar os passeios", instrui a veterinária Juliana Furtado. A veterinária indica que, na volta desses passeios, não se deve passar álcool nas patas dos pets. É preciso usar produtos apropriados para eles, que devem ser indicados pelo veterinário de confiança do tutor.

Se o passeio for imprescindível para o animal, o tutor deve seguir as recomendações do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) para garantir a segurança de todos:

  • Os passeios ao ar livre devem ser curtos e focados, apenas para atender suas necessidades fisiológicas;
  • Apenas uma pessoa deve passear com o cão em cada saída;
  • Procure lugares menos movimentados e prefira os horários mais tranquilos;
  • Evite contato com outros animais e pessoas
  • Na volta para casa, você deve higienizar as patas e pelos com água e sabão neutro de uso veterinário, de preferência. Converse com seu veterinário.

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