Informações e dicas para cuidados do seu bicho de estimação, seja ele um gato, cachorro, pássaro ou peixe de aquário, além de dicas de alimentação, adestramento, saúde e outros serviços
Meu Pet

Fique por dentro das novidades do mundo pet e confira as melhores dicas para cuidado de gatos, cachorros e outros bichinhos de estimação

SAÚDE

Outubro Rosa Pet: saiba como prevenir e tratar o câncer de mama em cachorros e gatos

Neste Outubro Rosa, a coluna Meu Pet vem conscientizar os leitores sobre a importância de adotar medidas preventivas à doença que, além de humanos, também acomete animais

Katarina Moraes
Cadastrado por
Katarina Moraes
Publicado em 30/10/2021 às 8:00 | Atualizado em 30/10/2021 às 19:19
PIXABAY
A maior incidência da doença é em fêmeas adultas, entre 4 e 12 anos de idade - FOTO: PIXABAY
Leitura:

Há 3 anos, durante um exame preventivo, as cadelas Chiquinha e Wenddy, então com 14 e 16 anos, respectivamente, receberam um duro diagnóstico: o de câncer de mama. Ambas, que já eram castradas, passaram por cirurgia para retirada dos tumores, mas, antes mesmo de começarem o tratamento quimioterápico, Wenddy teve metástase e acabou falecendo, enquanto Chiquinha venceu a batalha e segue firme até hoje.

Neste Outubro Rosa, a coluna Meu Pet vem conscientizar os leitores sobre a importância de adotar medidas preventivas à doença que, além de humanos, também acomete animais. A maior incidência é em fêmeas adultas, entre 4 e 12 anos de idade, contudo, entre 1% e 3% dos casos são diagnosticados também em machos. Já as gatas podem desenvolver tumores a partir de um ano de vida.

Em cadelas com propensão ao desenvolvimento de todos os tumores possíveis, a probabilidade da ocorrência do câncer de mama fica entre 45% e 50%, de acordo com o médico-veterinário Andrigo Barboza de Nardi, que tem mais de 20 anos de experiência e mais de 40 estudos de oncologia publicados em periódicos científicos. Já nas gatas, o câncer de mama é o terceiro de maior prevalência, atrás de linfomas e carcinomas de células escamosas (câncer de pele). “A probabilidade da incidência do câncer de mama em gatas com propensão à neoplasia fica entre 20% e 30%”, diz.

Há alguns fatores que predispõem à doença, embora não tenha uma causa específica, de acordo com o médico-veterinário oncologista Dr. George Mercês. "O câncer, de uma maneira geral, é multifatorial, ou seja, envolve componentes genéticos, nutricionais, ambientais e a exposição hormonal, além de idade avançada e sobrepeso", destaca. O desafio fica por conta do diagnóstico precoce, visto que muitos quadros são completamente diferentes entre si e, na maioria dos casos, as cadelas e as gatas não manifestam quaisquer sinais clínicos.

A principal forma de prevenção é a castração. Evitar os anticoncepcionais também é recomendado. Além disso, manter uma dieta balanceada e realizar exames periodicamente ajudam a manter a saúde do pet."Um dos principais causadores do câncer de mama são as vacinas anti cio, que provocam uma grande alteração hormonal, levando à formação de tumores", alertoua médica veterinária Mariana Mazarin Sattin.

Além disso, a percepção dos tutores é fundamental. A recomendada palpação das mamas nos humanos também vale, e muito, para os bichinhos. Nela é possível sentir a presença de nódulo em uma ou em mais mamas, observar se elas estão inchadas, avermelhadas ou se há alguma secreção. "A prevenção é sempre melhor que um tratamento. Por isso, falar com um veterinário é o mais indicado para orientar o tutor sobre a castração", completou a veterinária.

O tratamento para o câncer de mama depende do estágio da doença. O animal pode ser submetido a terapias com anti-inflamatório, corticoides, quimioterapia, radioterapia e cirurgia para retirada das mamas. Como tratamento complementar, para Nardi as práticas integrativas são bem-vindas. “Vemos na prática que a acupuntura ajuda a reduzir a dor e manter o equilíbrio orgânico da paciente, até mesmo para que ela consiga tolerar de forma mais tranquila o tratamento convencional”, explica.

Em maio deste ano, Chiquinha teve recidiva da doença e passou por nova cirurgia, e hoje se recupera bem apesar da idade avançada - 17 anos. Para a tutora Juliana Bannach, o diagnóstico foi um baque. "Foi um dos piores dias da minha vida. Quando você recebe a notícia que suas duas filhas estão com câncer, você se culpa, demora para assimilar, e a ficha leva algumas horas para cair! Você pesquisa tudo na internet! Não é nada fácil. Mas eu deixei a surpresa e tristeza de lado e fui atrás do tratamento para que elas pudessem ter mais chances de cura", lembrou.

*Em colaboração com o Centro Veterinário Seres e o aplicativo PetZillas

Conhece alguma história curiosa sobre animais de estimação e quer vê-la publicada na Meu Pet? Envie sua sugestão para kgonzaga@jc.com.br

Comentários

Últimas notícias