BRT pernambucano ganha força-tarefa da PM para reduzir assaltos e canibalização

Publicado em 16/10/2019 às 8:00
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Policiamento exclusivo para o sistema BRT começou na semana passada. São mais de 80 PMs circulando nos Corredores Norte-Sul - o mais perigoso e vandalizado - e Leste-Oeste. Fotos: Bianca Souza/JCImagem

A reação aos assaltos e à canibalização das estações do sistema BRT pernambucano começou. Desde o fim da semana passada, policiais militares já podem ser vistos circulando nos Corredores Norte-Sul, que liga o Recife a Igarassu, e Leste-Oeste, que faz a ligação da capital com Camaragibe, na Região Metropolitana. Os PMs estão substituindo a segurança privada que existia no sistema até maio passado, quando os contratos foram cancelados pelo governo do Estado para economizar parte dos R$ 650 mil gastos mensalmente com a vigilância patrimonial das 46 estações do BRT.

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O policiamento faz parte de um convênio firmado na semana passada entre o Grande Recife Consórcio de Transportes (GRCT), a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação (Seduh), o Conorte (consórcio que opera o Corredor Norte-Sul), a Mobibrasil (que opera o Leste-Oeste) e a Secretaria de Defesa Social (SDS). O número de PMs disponibilizados não foi informado pelo comando da segurança estadual, mas o convênio prevê um investimento diário de R$ 17 mil, o que equivale a aproximadamente R$ 527 mil por mês e permite ofertar mais de 80 policiais por dia, entre praças e oficiais. Desse total, R$ 377 mil são bancados pelo Estado, R$ 100 mil pelo Conorte e R$ 50 mil pela Mobibrasil. Nesta terça-feira (15/10), a reportagem circulou pelo Corredor Norte-Sul e encontrou PMs em pelos menos duas estações.

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Os militares que estão atuando no policiamento preventivo e repressivo fazem parte do Programa de Jornadas Extras (PJEs) da SDS. Nele, os praças recebem R$ 200 por 12 horas de trabalho e, os oficiais, R$ 300 pelo mesmo turno. “Nossa parceria com o Consórcio de Transporte já é antiga, vem desde 2017, com bons resultados na Força-Tarefa Coletivos. Quando vimos o que estava acontecendo com as estações, decidimos ampliar nossa parceria, agora focada nos dois corredores de BRT. É claro que, com a presença dos policiais, todos os passageiros e trabalhadores do sistema, assim como a população do entorno, é beneficiada”, explicou o secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire.

Os PMs, geralmente em duplas, estão circulando nos corredores de BRT. Tanto ficam nas estações como andam nos coletivos, fazendo abordagens a pessoas suspeitas. A SDS garantiu que os policiais também atuarão durante a madrugada para evitar os furtos e vandalismo que vinham sendo praticados nas estações. Segundo Humberto Freire, a atuação dos PMs é bem flexível e será avaliada a cada semana como forma de não engessar o policiamento. “Sabemos que os ladrões se adaptam. Quando vêem o policiamento, se afastam, vão para outro ponto, mudam o horário de atuação. Por isso estamos atentos e fazendo um acompanhamento das investidas para redirecionar nossas equipes a qualquer momento”, disse.  

 

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Fotos: Djair Pedro/SDS
OPERAÇÃO BRTS - Foto Djair Pedro SDS (1) - Fotos: Djair Pedro/SDS
OPERAÇÃO BRTS - Foto Djair Pedro SDS (3) -
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Embora os assaltos ao sistema BRT não sejam divulgados separadamente dos ônibus convencionais, a SDS comemora a redução das investidas. “Devemos à Força-Tarefa Coletivos. Tivemos uma queda de 35,2% nos casos de assaltos a coletivos em 2018, numa comparação com 2017. Foram quase 500 assaltos a menos. E a redução continua. Os roubos apresentam um recuo de 6,02% em relação ao ano passado, caindo de 681 ocorrências, em 2018, para 640 nos nove primeiros meses deste ano”, afirmou. Em 2018, Pernambuco registrou 497 casos de roubos a ônibus a menos que em 2017. Ao todo, foram notificadas 914 ocorrências de janeiro a dezembro do ano passado, contra 1.411 no mesmo período do ano anterior, ou seja, uma queda de 35,2%.

Além de sofrerem com a degradação e a pouca refrigeração, as estações de BRT – símbolo do sistema – começaram a ter partes da estrutura furtadas durante a madrugada, quando ficam sem vigilância. Três estações instaladas na Avenida Cruz Cabugá, em Santo Amaro (Araripina, Santa Casa de Misericórdia e Tacaruna), e a Estação Riachuelo, na Boa Vista, foram invadidas no mês passado. Placas de alumínio que compõem o piso, suportes de apoio dos passageiros, assim como a fiação, modens de internet, garrafões de água, cadeiras e tudo mais que vêem pela frente, foram roubados. Algumas pessoas suspeitas pelos furtos chegaram a ser presas pela Polícia Civil.   O QUE ACONTECEU COM O BRT

 

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