SEGURANÇA VIÁRIA

Brasil não alcança redução de mortes no trânsito prevista pela ONU

Apesar de uma redução de 19% nas colisões e atropelamentos no trânsito, o País não conseguiu reduzir em 50% os óbitos como acordado na Década de Ação pela Segurança no Trânsito

Roberta Soares
Roberta Soares
Publicado em 02/10/2020 às 18:50
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JC IMAGEM
Houve redução, mas de apenas 30%. Em dez anos, o País saiu da marca de 44.553 mil mortos no trânsito em 2011 para 30.371 mil mortos em 2019 - FOTO: JC IMAGEM
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O Brasil dará outro vexame mundial. E Pernambuco estará junto. Mesmo com dez anos para fazer a tarefa de casa, o País não conseguirá alcançar, até o fim de 2020, a meta da Década de Ação pela Segurança no Trânsito, um desafio lançado em 2011 pela Organização das Nações Unidas (ONU) com o objetivo de reduzir a violência no trânsito. Deveríamos estar matando 50% menos pessoas em nossas estradas, avenidas e ruas do que matávamos até 2010. Houve redução, mas de apenas 30%. Em dez anos, o País saiu da marca de 44.553 mil mortos no trânsito em 2011 para 30.371 mil mortos em 2019.

“Pernambuco, assim como todo o Nordeste, apresenta um longo histórico de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Só entre janeiro e agosto deste ano, o Seguro DPVAT pagou 9.353 indenizações para casos envolvendo esse tipo de veículo. Esse número representa um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. Parece um crescimento pequeno, mas é preocupante em vista do fato de que apenas 11 estados brasileiros apresentaram cenário de aumento do número desse tipo de acidente nos últimos oito meses”,
Iran Porto, diretor de Operações e TI da Seguradora Líder

As projeções do total de mortes para 2020, feitas por entidades que atuam na área de segurança viária e tendo como base os dados do Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde (DataSUS), indicam que provavelmente o Brasil atingirá o número de 31.223 óbitos. Ou seja, o trânsito brasileiro segue matando mais 30 mil pessoas ao ano. Pelas metas da ONU, deveria estar provocando a morte de, no máximo, 22 mil pessoas. Em 2011, quando a Década de Ação pela Segurança no Trânsito foi lançada pela ONU, foram mais de 45 mil mortes nas estradas e avenidas do País.

WELINGTON LIMA/JC IMAGEM
A boa notícia é que, por outro lado, o País deverá fechar 2020 com uma redução média de 19% nos registros de colisões e atropelamentos no trânsito. Em Pernambuco, a diminuição está estimada em 17% - WELINGTON LIMA/JC IMAGEM

A boa notícia é que, por outro lado, o País deverá fechar 2020 com uma redução média de 19% nos registros de colisões e atropelamentos no trânsito. Em Pernambuco, a diminuição está estimada em 17%. Os dados são de um estudo-projeção realizado pela Seguradora Líder, administradora do consórcio que gere o Seguro DPVAT e têm como base as indenizações por morte e invalidez pagas às vítimas do trânsito.

Do total de ocorrências previstas pelo estudo até o final de dezembro de 2020, 143.842 estão relacionadas a coberturas por invalidez permanente, 56.408 a indenizações para despesas médicas e 29.396 a casos de morte.

NORDESTE
Segundo as projeções realizadas pela Seguradora Líder, a expectativa é que entre janeiro e dezembro de 2020, o Nordeste alcance a marca de 65.166 acidentes, o que representa 28% do total nacional. Já Pernambuco, deve contar com 11.704 durante esse período. Esse número significa uma queda de 17% em relação aos 14.093 projetados para o ano de 2019.

ARTES JC
Mortes no trânsito - ARTES JC

Conheça o painel online de dados:

www.seguradoralider.com.br/dadosdpvat

“Pernambuco, assim como todo o Nordeste, apresenta um longo histórico de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas. Só entre janeiro e agosto deste ano, o Seguro DPVAT pagou 9.353 indenizações para casos envolvendo esse tipo de veículo. Esse número representa um aumento de 3% em relação ao mesmo período do ano passado. Parece um crescimento pequeno, mas é preocupante em vista do fato de que apenas 11 estados brasileiros apresentaram cenário de aumento do número desse tipo de acidente nos últimos oito meses”, alerta Iran Porto, diretor de Operações e TI da Seguradora Líder. 

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