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Vulnerabilidade dos ciclistas aumentou no trânsito

Análise da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) revelou que houve um aumento relevante no registro de atropelamentos de ciclistas no País

Roberta Soares
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Roberta Soares
Publicado em 22/05/2022 às 11:51 | Atualizado em 23/05/2022 às 15:36
FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Sinalização das vias para o uso da bicicleta também será analisada pelo IBGE - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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Além do crescimento, outro dado chama atenção em relação aos ciclistas. Eles ficaram ainda mais vulneráveis no trânsito com a pandemia de covid-19. Análise da Associação Brasileira de Medicina do Tráfego (Abramet) revelou que houve um aumento relevante no registro de atropelamentos de ciclistas no País numa comparação entre os cinco primeiros meses de 2021 e o mesmo período de 2020.
Aumentou em 30%. Em Pernambuco, esse crescimento foi ainda maior: 37%, mas bem menor que muitos outros estados brasileiros.

Pelo levantamento, em janeiro de 2020 foram registrados 1.100 sinistros de trânsito (não é mais acidente que se define. Entenda a razão) graves com ciclistas, contra 1.451 em janeiro de 2021, mês com o mais alto nível de sinistros computados no período estudado.

Os dados mostram uma oscilação suave nas ocorrências, que mantiveram média de registro de 1.185 casos mensais nos últimos dois anos. O estudo da Abramet teve como base os dados oficiais do Datasus, do Ministério da Saúde.

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THIAGO LUCAS/ ARTES JC
JC-CID0522_CICLISTAS - THIAGO LUCAS/ ARTES JC

Os dados avaliados pela Abramet mostram a evolução dos sinistros graves com ciclistas em todo o Brasil, com um mapeamento por região, estado e município. Com destaque para o crescimento no registro de sinistros no estado de Goiás: em 2021, houve um aumento de 240% em relação a 2020, com 406 casos a mais. Em Pernambuco, foram 80 registros nos cinco meses.

Confira os dados aqui

Merecem destaque, ainda, os estados em que a incidência de sinistros graves acumulou crescimento de 100% ou mais, como Rondônia (113%) e Sergipe (100%). Entre os municípios, o estudo identifica panorama preocupante nas capitais, especialmente Belo Horizonte, Goiânia e Fortaleza - esta última ampliou bem a malha cicloviária da cidade, chegando a 350 km de infraestrutura, o que estimula mais pessoas a pedalar.

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