Opinião

Pandemia, Lava Jato e as contradições do presidente da Câmara, Arthur Lira

Leia a opinião de Romoaldo de Souza

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 03/03/2021 às 8:52
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GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO
Arthur Lira defende que o fundo da operação Lava Jato fosse usado para comprar vacinas contra a covid-19 - FOTO: GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO
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A misericórdia de alguns políticos brasileiros por vezes é de causar espanto a quem não consegue acompanhar o dia a dia dos debates de deputados e senadores no Congresso Nacional.

Ontem, foi a vez do presidente da Câmara, deputado Arthur Lira (PP-Alagoas), defender que o fundo da operação Lava Jato fosse usado para comprar vacinas contra a covid-19. O Ministério Público Federal informou que guarda em caixa mais de R$ 1 bilhão. O dinheiro foi retido pela Justiça.

No mesmo raciocínio, o presidente da Câmara quer que R$ 14 bilhões de reais - aproximadamente - sejam também destinados ao combate à pandemia. Esse valor estimado está no Orçamento da União para que deputados e senadores usem em projetos de suas bases eleitorais.

Até aí tudo muito bem, não fosse Lira um político que sempre negou a corrupção revelada pela operação Lava Jato, principalmente quando envolve políticos e apadrinhados pelo Progressistas, como por exemplo Paulo Roberto Costa então diretor de Abastecimento da Petrobras.

As contradições do presidente da Câmara não param por aí. Não se limitam ao discurso de negação às ações de grupos políticos que saquearam a Petrobrás. Arthur Lira tem operado para que ministros do Supremo Tribunal Federal anulem algumas decisões da força tarefa da Lava Jato.

Na teoria, o presidente da Câmara nega o roubo, mas na prática Arthur Lira não apenas reconhece como exitosa a Lava Jato como quer o dinheiro devolvido do furto para combater a pandemia. Vá entender!

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