OPINIÃO

É gratificante quando parlamentares brasileiros deixam de lado picuinhas e aprovam iniciativas que interessam à população

Os senadores aprovaram uma medida rigorosa contra motoristas irresponsáveis, que dirigem embriagados, e que vierem a causar acidentes de trânsito. Leia a opinião de Romoaldo de Souza

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 28/04/2021 às 6:36
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FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
Com a lei, o infrator terá de pagar pelo tratamento das vítimas do acidente por ele provocado. O culpado deverá ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS) o valor com o tratamento das vítimas - FOTO: FELIPE RIBEIRO/JC IMAGEM
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É ainda o começo, mas é gratificante quando os parlamentares brasileiros deixam de lado picuinhas paroquias e aprovam iniciativas que, de fato, interessam à toda a população.

Os senadores aprovaram uma medida rigorosa contra motoristas irresponsáveis, que dirigem embriagados, e que vierem a causar acidentes de trânsito. O infrator terá de pagar pelo tratamento das vítimas do acidente por ele provocado. O culpado deverá ressarcir ao Sistema Único de Saúde (SUS) o valor com o tratamento das vítimas.

“No Brasil, um pessoa morre a cada 15 minutos por causa de acidentes de trânsito. A cada dois minutos um ser humano sofre sequelas por causa de ferimentos”. O alerta é do professor da Universidade de Brasília (UnB), David Duarte Lima. O educador diz que o Estado também tem sua parcela de responsabilidade quando não promove a formação consciente e cidadã do condutor nem se empenha pela reciclagem dos motoristas. “Imagine um país como o Brasil em que grande parte do transporte - de passageiros e de carga - vem se dando por vias terrestres. É imperativo que também a fiscalização seja rigorosa.”

Um outro quesito que parece carente de uma solução, são leis muito brandas para quem se envolve num acidente de trânsito, mesmo que de forma culposa. Pense comigo: a pessoa sai dirigindo, para num boteco, num restaurante, numa birosca. Bebe, enche a cara e sai, impunemente, dirigindo. Esse motorista deve ser responsabilidade por tudo o que ele vier a provocar, porque ele está assumindo o risco que poderá causar a si e a outras pessoas.

Por isso, é de se aplaudir e pedir agilidade aos deputados para que transformem em lei essa iniciativa. Quem sabe, pesando no bolso, o motorista não age com mais prudência. E bem que os parlamentares poderiam colocar um artigo dizendo assim: motorista que dirigir embriago será penalizado com 10 anos de reclusão. Certamente ele pensaria duas vezes antes de beber e dirigir.

Pense nisso!

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