OPINIÃO

General Ramos entregou de mão beijada à oposição as fragilidades do Governo Bolsonaro

A tirar como referência a estratégia da Casa Civil da Presidência da República a Comissão Parlamentar de Inquérito, que começa hoje a trabalhar, vai dar dor de cabeça ao governo, porque munição os senadores terão de sobra. Leia a opinião de Romoaldo de Souza

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 27/04/2021 às 6:38
Notícia
PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Palácio do Planalto - FOTO: PEDRO FRANÇA/AGÊNCIA SENADO
Leitura:

Pelos próximos 90 dias - ou mais, o assunto na política aqui em Brasília será a CPI da Covid-19 quer o governo queira, quer o governo não queira (como os governantes do passado que não queriam), mas é sempre bom escrever com letras garrafais, em todos os quadros de aviso do Palácio do Planalto, uma frase atribuída ao deputado Ulysses Guimarães (1916 — 1992) “CPI a gente sabe como começa, mas nunca sabe como vai terminar.”

A tirar como referência a estratégia da Casa Civil da Presidência da República a Comissão Parlamentar de Inquérito, que começa hoje a trabalhar, vai dar dor de cabeça ao governo, porque munição os senadores terão de sobra. No fim de semana, o repórter Rubens Valente do UOL revelou uma planilha preparada pelo general Luiz Eduardo Ramos, encaminhada a 13 ministérios, contendo uma tabela com 23 acusações contra o governo no enfrentamento da pandemia.

O coração ingênuo do general Ramos entregou de mão beijada à oposição as fragilidades de um governo que nem se preparou para combater o vírus e quando articula os ministérios expõe deficiências de estratégia de quem nunca sequer abriu “A Arte da Guerra” de Sun Tzu: “Diante de uma larga frente de batalha, procure o ponto mais fraco e, ali, ataque [o inimigo] com sua maior força”. O general Ramos fez o contrário.

Pense nisso!

Comentários

Últimas notícias