Opinião

Demora da Câmara para recomendar cassação de Flordelis mostra que corporativismo brasileiro é de fazer vergonha

Quase dois anos depois da morte do pastor Anderson do Carmo e somente agora foi que o Conselho de Ética da Câmara recomendou a cassação do mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por ser suspeita de ter mandado matar o marido. Leia a opinião de Romoaldo de Souza

Romoaldo de Souza
Romoaldo de Souza
Publicado em 02/06/2021 às 7:32
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Flordelis é ré na Justiça, acusada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro de ter sido a mandante do assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo, em junho de 2019 - FOTO: ABR
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Quase dois anos depois da morte do pastor Anderson do Carmo (1977 — 2019) e somente agora foi que o Conselho de Ética da Câmara recomendou a cassação do mandato da deputada Flordelis (PSD-RJ), denunciada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro por ser suspeita de ter mandado matar o marido.

Nem se trata aqui de me debruçar sobre o relatório do deputado Alexandre Leite (DEM-SP), que recomenda a perda de mandato, mas para mostrar que o corporativismo do Parlamento brasileiro é de fazer vergonha.

De novo, não se trata de fazer qualquer tipo de prejulgamento, mas à medida que se arrastam esses processos em colegiados como o Conselho de Ética, mais a população desacredita nas instituições para punirem seus pares.

Mas que é feio isso é, quando a deputada entra no Plenário da Câmara, usando tornozeleira eletrônica. O eleitor merecer respeito.

Pense nisso!

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