Opinião

Resultados da não discussão de medidas quebrando o monopólio são os constantes aumentos dos combustíveis

As bancadas de centro e de esquerda, os representantes dos trabalhadores e os lobistas do atraso não deixariam que medidas quebrando o monopólio exercido pela Petrobras viessem a ser analisadas

Romoaldo de Souza
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Romoaldo de Souza
Publicado em 20/08/2021 às 6:53 | Atualizado em 20/08/2021 às 7:01
JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
Segundo o presidente do Sindicombustíveis, não há risco de desabastecimento em Pernambuco - FOTO: JOSÉ CRUZ/AGÊNCIA BRASIL
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Eu tenho escutado de especialistas, como Décio Padilha, secretário da Fazenda de Pernambuco, que a quebra do monopólio exercido pela Petrobras é um dos principais motivos para os altos preços dos combustíveis.

“O problema do preço do combustível no Brasil é a falta de concorrência. A Petrobras dolarizou toda a sua produção, alinhou o preço do combustível ao barril de petróleo vendido lá fora e não pratica a chamada política do 'custo ponderado', onde parte é dolarizado e outra parte não está vinculado ao câmbio. Se houvesse concorrência não teríamos aumentos quinzenais”, diz o secretário.

Se do ponto de vista econômico está correta a análise de Décio Padilha, na concepção política, essa iniciativa está longe de ser consenso no Congresso Nacional. As bancadas de centro e de esquerda, os representantes dos trabalhadores e os lobistas do atraso não deixariam que medidas quebrando o monopólio viessem a ser analisadas.

O resultado são os constantes aumentos enquanto se discutem paliativos como redução da carga tributária.

É hora de alguém no Parlamento dar início a esse debate.

Pense nisso!

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