Onze deputados levam 'bomba' no segundo turno para prefeito
No Congresso, PSD volta animado com a vitórias nas urnas e agora já tem candidato até no pacificado Senado Federal. Mas votar que é bom, ainda não!

POPULARIDADE APROVA 5 DEPUTADOS
O segundo turno das eleições mostrou que no quesito popularidade, a maioria dos deputados federais que disputou uma prefeitura, levou “bomba”. 11 deputados voltaram à disputa. Cinco foram eleitos e seis estarão em Brasília, de volta ao batente.
PL E PSD NA FRENTE
Dos cinco eleitos, dois são do PL, outros dois estão filiados ao PSD. Um é do União Brasil.
Abílio Brunini (PL), em Cuiabá (MT);
Márcio Correa (PL) na cidade de Anápolis (GO);
Naumi Amorim (PSD), Caucaia (CE);
Paulinho Freire (União Brasil), Natal (RN);
Ricardo Silva (PSD), Ribeirão Preto (SP).
PL TEM MAIS DERROTADOS
O partido do ex-presidente Jair Bolsonaro foi o que teve mais deputados que levaram “bomba”, na avaliação do eleitor - André Fernandes (PL), Fortaleza (CE); Capitão Alberto Neto (PL), Manaus (AM); Carlos Jordy (PL), Niterói (RJ); Delegado Éder Mauro (PL), Belém (PA). Em seguida, vem o PT com duas deputadas que não se elegeram prefeitas: Maria do Rosário (PT), Porto Alegre (RS); e, Natália Bonavides (PT), Natal (RN). Guilherme Boulos (PSol), São Paulo (SP); e Mariana Carvalho (Republicanos), Imperatriz (MA), completam a lista dos que estão de volta à Câmara.
MOEDA DE TROCA
O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, vai chegar para o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e vai fazer uma proposta “irrecusável”, segundo o dirigente: “nosso partido fecha questão, todos votam no candidato dele [Hugo Motta-Republicanos-PB], em compensação ele coloca para andar o projeto de lei da anistia” dos participantes do quebra-quebra de 8 de janeiro de 2023. O projeto aguarda análise para votação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) onde a direita tem maioria.
BEM FEITO
O vice-presidente nacional do PT, deputado Washington Quaquá (RJ), disse à coluna que a legenda “jamais” deveria ter apoiado Guilherme Boulos (Psol), na disputa com Ricardo Nunes (MDB), em São Paulo. “O partido [MDB] é nosso parceiro histórico. Nós precisamos parar de errar! Ele [Boulos] era crônica de uma morte anunciada”, afirmou. Para Quaquá, recém eleito prefeito de Maricá (RJ), o PT poderia ter se socorrido de nomes “importantes” como do ministro Mário França (PSB), Micro e Pequena Empresa, e até de Estela Haddad, mulher do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. “Ela poderia dialogar com a ala mais conservadora de São Paulo”, afirmou Quaquá.
ENQUANTO ISSO
A retomada, ainda que “light”, das atividades parlamentares, mostra que os congressistas têm pela frente um projeto que trata da rastreabilidade de emendas parlamentares e da transparência de sua liberações. Ah, e ainda tem a advogada Deolane Bezerra (29) e o jogador Lucas Paquetá (30), do West Ham, na CPI dos Jogos, no Senado Federal.
PENSE NISSO!
Sabe aquela onomatopeia: “cric, cric, cric”, como é cientificamente chamada a estridulação dos grilos? Pois até agora, o PT nacional não se manifestou sobre a prisão do ex-senador do partido Wilmar Lacerda (DF), preso na quinta-feira (24) acusado de crimes de pedofilia.
Não se trata nem de querer fazer justiça antes do tempo, uma prática tão comum entre as legendas de esquerda e os movimentos sociais engajados nas suas causas seletivamente humanitárias.
O que se espera de um partido que nasceu na sacristia da Igreja Católica, abençoado pelos mais influentes cardeais, ungido pelos militantes das lutas populares é que se não quer condenar o companheiro que ao menos dê uma palavra de solidariedade às famílias das adolescentes violentadas.
Será pedir muito?
Pense nisso!