Justiça

TJPE condena grupo liderado por detento que dava ordens de assassinatos no Recife

Onze pessoas, entre elas duas mulheres e um taxista, foram condenadas a penas que variaram entre 12 e 16 anos de prisão

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 05/04/2021 às 17:20
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Divulgação/Seres
Investigação apontou que um detento do Presídio de Igarassu comandava o grupo - FOTO: Divulgação/Seres
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Nove homens e duas mulheres acusados de integrar uma organização criminosa especializada em tráfico de drogas e homicídios na Zona Norte do Recife foram condenados pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE). De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o grupo era comandado por um detento que cumpre pena no Presídio de Igarassu, na Região Metropolitana do Recife. O inquérito policial apontou que, mesmo na cadeia, o líder continuava dando ordens à organização, inclusive de assassinatos. As penas para os condenados variaram entre 12 a 16 anos de prisão. 

"Entres os meses de abril e agosto de 2018, durante interceptações telefônicas, judicialmente autorizadas, descobrira-se a existência de uma organização criminosa armada, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas entre os seus membros, ainda que informalmente, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza, mediante a prática de homicídios, latrocínios e tráfico de drogas. A organização criminosa, comandada,de dentro do presídio de Igarassu (PE), por Eduardo da Silva Andrade, em parceria com Guilherme Francisco da Silva, atuava, impunemente,nos bairros de Água Fria, Bomba do Hemetério e Alto do Pascoal, além de localidades situadas na Zona Norte do Recife", informou a sentença, assinada pelo juiz da 7ª Vara Criminal da Capital, Francisco de Assis Galindo de Oliveira.

Entre os integrantes da organização criminosa, segundo as investigações, havia um taxista. "Romildo Pereira Rogério (Gato Mago ou DJ), atuava como "o cavalo", ou seja, como era taxista, conduzia os executores dos delitos, principalmente, de homicídios, ao local de sua prática e, consequentemente, lhes dava fuga,após a realização, além de ser também o motorista do veículo, que transportava drogas, para serem comercializadas", detalha a denúncia do Ministério Público. 

AS CONDENAÇÕES

As condenações dos acusados por organização criminosa e associação para o tráfico foram publicadas, na última semana, no Diário de Justiça Eletrônico. As penas variaram entre eles. O homem considerado líder do grupo recebeu 16 anos e nove meses de prisão em regime fechado - a maior pena. Os outros integrantes tiveram penas que variaram entre os 12 e 16 anos de reclusão. 

 

 

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