INVESTIGAÇÃO

Meses após sumiço de armas no Recife, Polícia Civil anuncia mudanças no Core

Houve troca de delegados titulares e mudança de endereço da sede, que agora fica em Olinda

Raphael Guerra
Raphael Guerra
Publicado em 05/05/2021 às 18:23
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BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
Inventário na sede do Core descobriu o sumiço de armas de fogo, no final do ano passado - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Em meio às investigações sigilosas sobre o sumiço de armas de fogo que estavam sob a responsabilidade do Comando de Operações e Recursos Especiais (Core), no Recife, a Polícia Civil de Pernambuco anunciou mudanças nesta quarta-feira (05). O delegado Joel Venâncio, há anos no comando da especializada, foi substituído. A missão ficará agora nas mãos de Gilberto Loyo. 

Além disso, a sede do Core também mudou de endereço no último mês. Deixou o bairro de São José, justamente onde as armas sumiram, e agora está no Morro do Peludo, em Olinda. No novo endereço, onde funcionava a antiga sede da Rede Globo Nordeste, foi instalado um complexo de delegacias - conforme publicado nesta coluna. 

Sobre a mudança de titular, a Polícia Civil de Pernambuco informou, por meio de nota à coluna, apenas que "dentro de algumas mudanças que estão ocorrendo da Polícia Civil de Pernambuco, está a alteração da gestão do CORE. O delegado Joel Venâncio assumirá a 5a Delegacia Seccional de Polícia - Apipucos". 

Já sobre o inquérito que apura o sumiço das dezenas de armas, a Polícia Civil disse que "não é possível fornecer informações, pois as investigações seguem em segredo de Justiça". 

O sumiço das armas - de vários calibres - foi descoberto no final do ano passado durante durante a realização do inventário do armamento custodiado do CORE. Dois delegados assumiram as investigações, por determinação da chefia da Polícia Civil. Além disso, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) também decidiu acompanhar os passos das investigações. 

Em paralelo, a Corregedoria Geral da Secretaria de Defesa Social (SDS) também apura se servidores públicos estão envolvidos no extravio do armamento.

Por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), foi feito um pedido de informação sobre a quantidade de armas que, de fato, não foram encontradas nas dependências do CORE. Mas o pedido foi negado pela chefia da Polícia Civil.

 

 

 

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