IMUNIZAÇÃO

Recife dá início à campanha de vacinação contra a covid-19

A capital pernambucana recebeu 66.200 doses do Instituto Butantan, e deve priorizar os trabalhadores de saúde da linha de frente de enfrentamento contra a covid, os idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiências severas institucionalizados

Katarina Moraes Marcelo Aprígio
Katarina Moraes
Marcelo Aprígio
Publicado em 19/01/2021 às 8:05
WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Vacinação para profissionais de saúde da linha de frente contra a covid-19 no Hospital de Campanha da Rua da Aurora, no Centro do Recife - FOTO: WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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Com informações da repórter Cinthia Ferreira, da TV Jornal

O Recife deu início, nesta terça-feira (19), à própria campanha de vacinação contra a covid-19. A logística acontece em 15 locais, entre hospitais, policlínicas, abrigo de idosos e residências inclusivas. No Hospital Provisório Recife 1, na Rua da Aurora, centro da cidade, a preparação começou logo cedo, antes das 6h. As doses chegaram escoltadas por guardas municipais. A técnica de enfermagem Maria José da Silva, de 32 anos, foi a primeira profissional de saúde a ser imunizada no local. Ela recebeu uma das 66.200 doses distribuídas para a capital pernambucana, dentre as cerca de 270 mil que chegaram a Pernambuco na segunda (18).

"Foi uma euforia, um prazer enorme. Estava medicando meus pacientes quando recebi essa notícia maravilhosa [de que seria a primeira a ser vacinada]. É uma sensação de alívio, fico bem mais tranquila. [A pandemia] não vai acabar de uma hora para outra, mas vai amenizar a doença, vai diminuir [a quantidade de] pacientes. É a chance de voltar para casa", conta a técnica de enfermagem.

A vacinação no Recife foi dividida em quatro etapas. Só a primeira tem duas fases. Primeiro, são imunizados trabalhadores da saúde que atuam na linha de frente contra a covid-19, pessoas acima de 60 anos que vivem em asilos, funcionários destas instituições e pessoas acima de 18 anos com deficiência e que vivem em residências exclusivas. Em um segundo momento, virão os idosos acima de 75 anos. No entanto, para eles, ainda não há data prevista, porque é aguardado um novo lote da vacina, que ainda não tem previsão de chegada.

"Não temos previsão ainda, o ministério não deu. Dos trabalhadores de saúde, nem todos serão vacinados agora. Então, também fica uma parte dos trabalhadores de saúde, aqueles que não estão na linha de frente da covid, para serem vacinados em uma segunda etapa", disse a secretária de Saúde do Recife, Luciana Albuquerque.

WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
Vacinação para profissionais de saúde da linha de frente contra a covid-19 no Hospital de Campanha da Rua da Aurora, no Centro do Recife - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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Vacinação para profissionais de saúde da linha de frente contra a covid-19 no Hospital de Campanha da Rua da Aurora, no Centro do Recife - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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Vacinação para profissionais de saúde da linha de frente contra a covid-19 no Hospital de Campanha da Rua da Aurora, no Centro do Recife - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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Vacinação para profissionais de saúde da linha de frente contra a covid-19 no Hospital de Campanha da Rua da Aurora, no Centro do Recife - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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A técnica de enfermagem Maria José da Silva, de 32 anos, foi a primeira profissional de saúde lotada no Recife a ser vacinada nesta terça-feira (19) - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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A técnica de enfermagem Maria José da Silva, de 32 anos, foi a primeira profissional de saúde lotada no Recife a ser vacinada nesta terça-feira (19) - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM
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A técnica de enfermagem Maria José da Silva, de 32 anos, foi a primeira profissional de saúde lotada no Recife a ser vacinada nesta terça-feira (19) - WELLINGTON LIMA/JC IMAGEM

A capital esperava receber 67 mil doses desenvolvidas pelo Instituto Butantan nesta semana. Pela falta de 800, não será possível imunizar todas as 33.500 pessoas que eram prioridade no primeiro grupo da campanha, já que são necessárias duas doses para cada pessoa. "Nossa previsão era que receberíamos 67 mil, vamos receber 66.200, um pouco menos do que esperávamos, para vacinar o grupo prioritário dessa etapa, que são: os trabalhadores de saúde da linha de frente de enfrentamento contra a covid, os idosos acima de 60 anos e pessoas com deficiências severas institucionalizados e os trabalhadores dessas instituições", explicou a secretária.

Segundo a chefe da pasta, não há necessidade das pessoas se locomoverem para serem vacinadas. "Nós montamos 13 equipes itinerantes que irão até essas pessoas. Então, os trabalhadores não precisarão se deslocar, nós vamos até eles para administrar a vacina, e esses idosos e pessoas com deficiência também terão um melhor acesso com as equipes indo até eles", afirmou.

A vacinação também ocorre no Hospital de Referência Unidade Boa Viagem Covid-19, localizado no bairro de Boa Viagem, na Zona Sul. O Hospital conta atualmente com 1.309 funcionários, sendo 1.225 aqueles que atuam na assistência direta nas enfermarias e UTIs. Por dia, serão vacinadas 300 pessoas no local, em média, em plantão de vacinação 24h. 

A primeira imunizada na unidade foi a técnica de enfermagem Alexina Codeceira, 50 anos, por volta das 8h35. "Recebi ontem o telefonema do gerente do Alfa querendo falar comigo e [dizendo] que eu seria vacinada. Eu não sabia que seria a primeira, mas estou muito emocionada e feliz. O sentimento é de gratidão e esperança", relata. A profissional prestou homenagens a tia, que morreu pelo coronavírus em 30 de dezembro.

Na sequência também foram imunizados a enfermeira Cristiane Correia, o médico Manoel Alves, a auxiliar de farmácia Sandra Silva, a nutricionista Janaína Nascimento, a assistente social Valmira Melo, a fonoaudióloga Cristiane Neves, a psicóloga Maria Renata Braga e a fisioterapeuta Lidier Nogueira – todos trabalhadores da linha de frente do combate à pandemia.

O coordenador da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) da unidade, o médico Manoel Lopes, reforça a importância da imunização e a necessidade de manter as medidas de isolamento social. "Esse início de vacinação representa um marco para a nossa sociedade, uma luz no final do túnel. Através dela, podemos enxergar a possibilidade do fim dessa pandemia; mas, é importante salientar que, mesmo quando a vacina chegar a todos que necessitam, a sociedade não baixe a guarda. Continue com as medidas de isolamento, de higienização das mãos e do uso da máscara. Tudo isso deve ser mantido até que todas as pessoas sejam vacinadas e que o número de casos comece, realmente, a cair", pediu.

Funcionando hoje com 100% de sua capacidade, o antigo Hospital Alfa tem 270 leitos ativos, sendo 150 de enfermaria e 120 de UTI. O equipamento foi requisitado administrativamente pelo Governo de Pernambuco em março e passou por ampla reestruturação e abriu as portas no dia 15 de abril. Pela unidade passaram, de abril até agora, 4.018 pacientes, dos quais 2.650 já tiveram alta.

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