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Covid-19: em Pernambuco, 2ª dose da vacina está garantida para quem já recebeu a 1ª aplicação do imunizante

A Secretaria de Saúde de Pernambuco informou que enviou as quantidades de CoronaVac aos municípios com a orientação de aplicar a primeira dose e reservar a segunda

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 19/02/2021 às 18:13
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MIVA FILHO/SES
Até o momento, Pernambuco recebeu mais de 511 mil doses de vacinas contra a covid-19, sendo 427.560 unidades da CoronaVac para as duas doses - FOTO: MIVA FILHO/SES
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Após o Ministério da Saúde informar, na manhã desta sexta-feira (19), que aplicará a nova leva das vacinas contra covid-19 sem reservar estoque para a segunda dose, pessoas que já receberam a aplicação inicial do imunizante ficaram em dúvida se terão garantida a dose seguinte. Pelo menos em Pernambuco, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) garante que, em relação à CoronaVac, enviou as quantidades aos municípios com a orientação de aplicar a primeira dose e reservar a segunda. 

Até o momento, Pernambuco recebeu mais de 511 mil doses de vacinas contra a covid-19, sendo 427.560 unidades da CoronaVac, para as duas doses, e 84 mil da AstraZeneca/Oxford/Fiocruz, apenas para a primeira (o ministério informou que encaminhará a segunda dose posteriormente). Com as unidades recebidas, é possível atender 60% dos trabalhadores de saúde e 100% dos idosos a partir dos 85 anos, idosos em instituições de longa permanência, pessoas com deficiência institucionalizadas e população indígena.

A SES destaca que já entregou as vacinas a todos os municípios pernambucanos. "Até o momento, nenhum relatou falta de doses para as ações em curso. É importante destacar que o Estado tem mantido o diálogo permanente com os municípios e pactuado o andamento da campanha na Comissão Intergestores Bipartite (CIB). Nos encontros, também são discutidas e apresentadas estratégias para otimizar o uso do imunizante, evitando perdas. Entre os exemplos, a imunização dos trabalhadores de saúde em seus respectivos serviços, a vacinação dos idosos casa a casa e também no sistema de drive-thru ou em pontos específicos com esse fim", diz, em nota, a secretaria.

Questionada pela reportagem do JC sobre a possibilidade de seguir ou não a nova estratégia do Ministério da Saúde anunciada nesta sexta-feira (19), a SES respondeu que ainda "aguarda comunicação oficial do governo federal para deliberar a questão [reservar ou não o estoque para segunda dose] no Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19 e fazer as devidas pactuações com os gestores municipais na CIB, como vem ocorrendo no decorrer de toda a campanha de vacinação". 

O governo de Pernambuco destaca que aguarda nova remessa do Ministério da Saúde para dar seguimento ao plano de vacinação contra a Covid-19, ampliando os grupos prioritários.

Mais doses

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, confirmou que o Brasil terá à disposição mais 4,7 milhões de doses de vacinas contra a covid-19 entre o fim de fevereiro e o início de março. A informação foi dada em reunião com a Frente Nacional dos Prefeitos (FNP), na manhã desta sexta-feira (19). A remessa contará com 2,7 milhões de doses da CoronaVac e 2 milhões da vacina da AstraZeneca/Oxford, importadas da Índia pela pasta. De acordo com o ministro, todas as vacinas dessa nova entrega serão destinadas apenas para a aplicação da primeira dose, para acelerar o processo de vacinação no Brasil.

“Neste novo momento da campanha, a vacina do Butantan será aplicada em dose única, com o objetivo de ampliar a vacinação e atender ainda mais brasileiros. Com isso, entramos em março com a expectativa de vacinar novos grupos. Serão disponibilizadas mais 4,7 milhões de doses para estados e municípios”, disse.

A segunda dose da CoronaVac será aplicada de 14 a 28 dias após a primeira, conforme orientação do fabricante. O ministério disse que receberá em março mais 21 milhões de vacinas do Butantan, que deve garantir a segunda rodada de imunização. Já o imunizante da AstraZeneca possui um tempo maior de aplicação da segunda dose, com prazo de até três meses. O laboratório deve disponibilizar no próximo mês mais 18 milhões de doses produzidas na Fiocruz e importadas. 

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