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Covid-19: especialistas alertam para risco de agravamento da doença em gestantes

Em Pernambuco, desde o início da pandemia, foram confirmados 1.794 casos leves e 123 graves do novo coronavírus em mulheres grávidas

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 03/05/2021 às 16:36
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IGO BIONE/DIVULGAÇÃO
Em Pernambuco, quase 2 mil mulheres grávidas tiveram diagnóstico positivo de covid-19 - FOTO: IGO BIONE/DIVULGAÇÃO
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As grávidas fazem parte da população de risco para doenças respiratórias como a covid-19. Em Pernambuco, desde o início da pandemia, foram confirmados 1.794 casos leves e 123 graves do novo coronavírus em gestantes. Além disso, 27 puérperas (mulheres com até 45 dias após o parto) evoluíram para a forma grave da doença. Em 2020, foram notificados 34 óbitos maternos suspeitos de covid-19. Entre eles, 10 foram confirmados, 10 aconteceram devido a causas sem relação com a infecção e 14 ainda estão em investigação, segundo apurou a coluna Saúde e Bem-Estar com a Secretaria de Saúde de Pernambuco. Neste ano, há 10 mortes maternas por covid-19 em investigação. Esses dados reforçam o que os obstetras têm observado: o agravamento dos casos de infecção do novo coronavírus entre grávidas, especialmente no último trimestre da gravidez.

 

"A vacinação é a única forma de proteção dessas gestantes", ressalta a presidente da Comissão Nacional Especializada em Vacinas da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo), Cecília Roteli Martins. Com a recente inclusão de grávidas e puérperas no grupo prioritário para recebimento de vacinas contra a covid-19, muitas são as dúvidas sobre o assunto. "Iniciaremos a vacina das gestantes e puérperas, priorizando aquelas com comorbidades, a partir de 18 anos. A inclusão desse grupo, estimado em 116.450 mulheres no Estado, é de extrema importância, pois estudos mostram que a covid-19 aumenta risco de morte para essas gestantes e de prematuridade para os bebês", esclarece o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo.

A expectativa dos especialistas em imunização é que as grávidas e as mulheres com até 45 dias após o parto recebam as doses da vacina da Pfizer. Um estudo preliminar realizado com dados do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) sugere que não há sinais de risco para gestantes com o imunizante da Pfizer. Mais de 35.691 mulheres, entre 16 e 54 anos, participaram da pesquisa. O grupo foi vacinado durante a gestação ou momentos antes de engravidar. "O imunizante da Pfizer é o que tem estudos bem conduzidos, que nos deixam mais tranquilos para aplicação em mulheres grávidas", frisa o médico Eduardo Jorge da Fonseca Lima, representante da Sociedade Brasileira de Imunizações no Comitê Técnico Estadual para Acompanhamento da Vacinação contra a Covid-19.

Ele acrescenta que as gestantes que são prioridade para a vacinação contra a doença, neste primeiro momento, são as que têm comorbidade prévia à gravidez. "As exceções são diabetes gestacional e hipertensão." Ou seja, aquelas que desenvolveram ambas as doenças enquanto geram o bebê podem receber as doses neste momento inicial.

 

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