SAÚDE

Recife chega a 70% dos adultos vacinados com a primeira dose contra a covid-19

O prefeito João Campos comparou a situação da capital pernambucana com Nova York, nos Estados Unidos, ainda que a cobertura vacinal completa na cidade norte-americana seja superior a do Recife

Katarina Moraes Cinthya Leite
Katarina Moraes
Cinthya Leite
Publicado em 25/07/2021 às 11:38
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TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
A vacinação contra a covid-19 - FOTO: TIÃO SIQUEIRA/JC IMAGEM
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O Recife vacinou 70% da população adulta com a primeira dose contra a covid-19, segundo anúncio feito neste domingo (25) pelo prefeito João Campos (PSB). O gestor comparou a situação da cidade com a de Nova York, nos Estados Unidos, ainda que dados de cobertura vacinal completa na cidade norte-americana sejam bem superiores aos da capital pernambucana.

"O Recife e sua mania boa de ser pioneiro. Depois de ajudar a fundar Nova York, com a ida de judeus no final do século 17, a nossa cidade se iguala à metrópole norte-americana com 70% da população adulta vacinada com ao menos uma dose do imunizante contra a Covid-19, mesmo com a vacinação no Brasil só começando em janeiro", disse o prefeito nas redes sociais.

Entretanto, a cidade estadunidense contava com 56,3% da população totalmente vacinada nessa sexta-feira (23), segundo dados do Our World in Data, enquanto Recife tinha 19,72% da população imunizada com a segunda dose e 3,68% imunizada com vacina de dose única, de acordo com o Acompanhamento Vacinal da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE).

A importância da 2ª dose

Em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), 182.544 pessoas não concluíram o esquema de vacinação contra a covid-19. Desse total, 80.814 receberam só a primeira dose da CoronaVac; outros 101.730 tomaram a aplicação inicial de AstraZeneca e ainda não retornaram para receber a segunda dose no tempo estabelecido. Os dados foram atualizados na sexta-feira (23). Para a gestão estadual, o total de pessoas com atraso na segunda dose da vacina contra covid-19 retrata que os faltosos são uma grande missão na operacionalização da campanha de imunização.

O governo precisa fazer um trabalho com os municípios para que as pessoas com dose em atraso sejam convocadas às unidades de saúde, inclusive fazendo busca ativa. "Nosso maior desafio hoje é garantir essa segunda dose. Cada vez mais fomos avançando, apesar de ser um avanço lento diante do que esperávamos. O maior desafio do PNI (Programa Nacional de Imunizações), no momento, é garantir que todas as pessoas que tomaram a primeira dose recebam a segunda no intervalo estabelecido", diz a superintendente de Imunizações de Pernambuco, Ana Catarina de Melo. Ela acrescenta que foram estabelecidos, nos encontros da Comissão Intergestores Bipartite, um diálogo sobre a importância das estratégias de vacinação, a fim de atrair o público elegível, além de mapear quem são essas pessoas e se elas de fato concluíram o processo de imunização.

Estudos divulgados este mês têm comprovado a importância da vacinação com duas doses. Uma pesquisa do Instituto Pasteur (França) revelou que a proteção em relação à variante delta é de 10% para quem só tomou a primeira dose do imunizante da Pfizer ou da AstraZenec e de 95% para as pessoas que receberam as duas aplicações. Outro estudo, publicado na revista científica The Lancet, corroborou a segurança da CoronaVac. A pesquisa foi realizada na Turquia antes da detecção da variante delta, e os resultados demonstraram que a CoronaVac mostrou eficácia de 83,5% contra casos da infecção pelo coronavírus para quem tomou as duas doses do imunizante.

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