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Os cuidados pós-vacina: entenda por que usar máscara e manter cautela mesmo após a 2ª dose contra covid-19

Precisamos continuar conscientes de que o caminho ainda é longo para barrar a transmissão do coronavírus, especialmente neste momento em que as variantes continuam a se multiplicar

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 26/07/2021 às 21:20
Análise
FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
Para frear a transmissão do coronavírus, o bloqueio imunológico e as medidas não farmacológicas, como o uso de máscara, permanecem essenciais, mesmo para quem está com o esquema vacinal completo - FOTO: FREEPIK/BANCO DE IMAGENS
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A baixa na idade de vacinação contra a covid-19, nos últimos dias, tem aumentado a confiança em dias melhores para os pernambucanos, que fazem planos e estão ansiosos para voltar à rotina que tinham antes da pandemia. No Estado, 56% da população adulta estão vacinados, o que representa pouco mais de 4 milhões de pessoas com pelo menos uma dose do imunizante. No entanto, somente 21% estão com o esquema vacinal completo no Estado. No Recife, 70% dos adultos receberam ao menos uma dose; 30% estão completamente cobertos. Esses índices da capital e do Estado são somente um dos motivos, entre vários, que exigem a continuidade das medidas preventivas contra a infecção pelo coronavírus.

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Outro detalhe importante é que, mesmo quem está vacinado com as duas doses (ou com o imunizante da Janssen, de aplicação única), deve manter os cuidados, principalmente o uso da máscara, até que a maior parte da população esteja vacinada, o que deve demorar alguns meses.

Ou seja, precisamos continuar conscientes de que o caminho ainda é longo para barrar a transmissão do coronavírus, especialmente neste momento em que as variantes continuam a se multiplicar. "Hoje não temos uma situação que nos deixe seguros de abrir a mão do uso da máscara e de outras medidas não farmacológicas. Mesmo com parte da população vacinada, enquanto houver circulação ativa do vírus (transmissão e surgimento de variantes), precisamos manter todos os cuidados", destaca a médica epidemiologista Ana Brito, pesquisadora da Fiocruz Pernambuco.

A especialista ainda ressalta a necessidade de os gestores trabalharem no sentido de garantir a proteção plena da população o quanto antes. "Isso vai ocorrer quando 75% das pessoas, pelo menos, estiverem protegidas com as duas doses da vacina (ou aplicação única, no caso da Janssen). O cenário atual exige paralelamente a ampliação da aplicação da primeira dose, o que vem sendo feito, e a garantia da segunda dose para quem já tomou a primeira", reforça.

Para Ana Brito, a conclusão do esquema vacinal precisa chegar rapidamente para a população. "Os primeiros estudos com AstraZeneca e Pfizer traziam um grau importante de proteção ainda com a primeira dose. Mas isso foi constatado à luz do vírus original, aquele detectado em Wuhan (China). Mas agora o contexto é outro diante das variantes que preocupam, como gama, beta e delta. Dessa forma, não se pode mais defender que se amplie sempre o público para a primeira dose, sem que isso também se estenda para a segunda aplicação dos imunizantes", acrescenta a epidemiologista.

Um balanço divulgado ontem, pelo Ministério da Saúde, informou que o número de casos da variante delta subiu para 169. Na atualização da última sexta-feira (23), o número estava em 143. Deste total, 13 pacientes tiveram quadro grave e morreram em decorrência da covid-19. O local com mais registros até o momento foi o Rio de Janeiro, com 88 casos mapeados. O Distrito Federal vem em seguida, com 30 casos, contra 6 na sexta-feira. Depois, vêm São Paulo com 15, Paraná com 13, Maranhão com 7, Santa Catarina com 5, Goiás com 4, Rio Grande do Sul e Pernambuco com 3 cada, além de Minas Gerais com um.

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