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Covid-19: Há baixa procura pela vacina entre menores de 30 anos e aumento de internações em UTI nesta faixa etária, diz secretário

André Longo mostrou-se preocupado com a baixa procura pela vacina contra covid-19 entre as pessoas com menos de 30 anos

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 05/08/2021 às 19:19
HÉLIA SCHEPPA/SEI
Secretário de Saúde, André Longo, estará presente na coletiva de imprensa - FOTO: HÉLIA SCHEPPA/SEI
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Em coletiva de imprensa nesta quinta-feira (5), o secretário de Saúde de Pernambuco, André Longo, mostrou-se preocupado com a baixa procura pela vacina contra covid-19 entre as pessoas com menos de 30 anos. De acordo com dados da Secretaria Estadual de Saúde (SES), no fim de julho do ano passado, esta faixa etária correspondia a 1,1% das internações em leito de terapia intensiva (UTI) na rede pública. Atualmente, adultos jovens desse grupo etário respondem a 4,4% dos pacientes internados em vagas de UTI da rede pública.

“O jovem não é imune ao vírus, e temos visto crescer o número de pessoas de 20 a 30 anos internadas em leitos de UTI. Não é hora de escolher imunizante; é hora de se vacinar. Todas as vacinas são seguras e eficazes e o melhor imunizante é aquele que estiver disponível”, alertou Longo. 

Ele ainda destacou a importância das pessoas completarem o esquema vacinal com duas doses da vacina. “Para garantir a proteção, é necessário finalizar o esquema com duas doses, com exceção da Janssen. A vacinação completa é a chave para evitarmos casos graves e mortes, inclusive pela variante delta. Quem não completa esse ciclo vacinal está correndo maior risco." 

O secretário também informou que a rede pública tem atualmente 590 pacientes com sintomas de covid-19 internados em leitos de UTI, menor patamar registrado em 2021 e o mais baixo desde o fim de outubro do ano passado. 

Apesar da redução nos números, Longo alertou que a população precisa continuar com os cuidados, como o uso correto da máscara e a higienização das mãos. “Reforço que os indicadores positivos são frutos de um esforço coletivo, que não pode ser colocado em risco pelo descuido e pela falta do senso de coletividade de alguns. Enquanto o vírus continuar circulando em nosso Estado, teremos que manter os cuidados para evitar o contágio. Se não quisermos enfrentar uma nova onda com aumento nos casos graves e nas mortes, que vão impor a necessidade de novas restrições, precisamos reforçar as medidas de prevenção”, finalizou. 

 

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