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Procape será mais um hospital de Pernambuco a realizar transplante de coração

Atualmente, em Pernambuco, 14 pessoas estão na lista de espera para receber um novo coração

Cinthya Leite
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Cinthya Leite
Publicado em 29/09/2021 às 12:19 | Atualizado em 29/09/2021 às 12:47
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CRESCIMENTO Observou-se que, na última década, os serviços privados de saúde se expandiram 50% - FOTO: SÉRGIO BERNARDO/ACERVO JC IMAGEM
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O Pronto-Socorro Cardiológico Universitário de Pernambuco Professor Luiz Tavares (Procape) será mais um hospital público do Estado a realizar transplante de coração. Atualmente, pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o procedimento é realizado pelo Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip) e pelo Real Hospital Português (RHP). Nos setores privados e por convênio, o transplante cardíaco é feito pelo Jayme da Fonte e pelo Memorial São José.  

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A partir de 3 de novembro, a primeira cirurgia do Procape poderá ser realizada, desde que um órgão fique disponível para doação. Os pacientes em fila de espera são cadastrados junto à Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE). O processo de credenciamento do Procape junto à CT-PE teve início em dezembro de 2017.

De acordo com o diretor do Procape, Ricardo Lima, o ingresso do maior hospital de cardiologia das regiões Norte e Nordeste na realização de transplantes é um reconhecimento ao trabalho de excelência realizado no serviço público. Em Pernambuco, o procedimento é realizado por três unidades de saúde privadas e uma instituição sem fins lucrativos.

“O Procape vem, nos últimos anos, preparando-se com uma equipe multidisciplinar para realizar transplantes de coração. Estamos prontos”, afirmou Ricardo Lima. Segundo ele, o procedimento poderia ter iniciado em 2020, mas foi atrasado por causa da pandemia de covid-19.

Fundado no dia 29 de junho de 2006, graças ao empenho do cardiologista Enio Lustosa Cantarelli, o Procape foi incorporado em 2012 ao Complexo Hospitalar da Universidade de Pernambuco (UPE).

Procedimento 

A equipe responsável por um transplante de coração tem em torno de quatro horas para preparar o paciente e realizar o transplante do órgão doado. A cirurgia dura, em média, o mesmo período de tempo. 

O primeiro transplante de coração em Pernambuco foi realizado há 30 anos. Neste ano, segundo o balanço de transplantes da Secretaria Estadual de Saúde (SES), foram feitas 20 cirurgias deste tipo no período de janeiro até julho. Em 2020, o número total foi de nove.

Operando desde 1994 para regular a lista de receptores de órgãos, a Central de Transplantes de Pernambuco atualmente tem 14 pessoas na lista de espera para receber um novo coração. 

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