COLUNA JC SAÚDE E BEM-ESTAR

Altamente transmissível, ômicron se torna variante predominante em Pernambuco, afirma secretário de Saúde

Ao todo, de 183 amostras, 124 (68%) apresentaram a linhagem ômicron

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 14/01/2022 às 15:04
LIONEL BONAVENTURE / AFP
Para especialistas, a nova variante parece revelar a grande adaptação do coronavírus em regiões sem taxa de cobertura vacinal adequada - FOTO: LIONEL BONAVENTURE / AFP
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A ômicron já é variante predominante em Pernambuco, afirmou o secretário Estadual de Saúde, André Longo, à coluna Saúde e Bem-Estar, do JC. A confirmação veio a partir da análise feita pelo Instituto Aggeu Magalhães (unidade da Fiocruz em Pernambuco) de material biológico de pacientes com confirmação para a doença. O anúncio ocorre sete dias após o Estado confirmar a circulação da variante do coronavírus. Ao todo, de 183 amostras, 124 (68%) apresentaram a linhagem ômicron e 59 (32%) foram da delta.

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As amostras analisadas foram coletadas entre os dias 26 de novembro de 2021 e 4 de janeiro deste ano. Os casos de Ômicron foram registrados a partir da coleta de pacientes provenientes de cinco cidades: Recife (59), Ipojuca (1), Caruaru (1), Salgueiro (2), além da Ilha de Fernando de Noronha (61). 

Nesta semana, o secretário fez um alerta para a população não deixar de lado os cuidados preventivos, especialmente porque a ômicron tem um maior potencial de contaminação. E os números já mostram essa velocidade da variante: a positividade dos testes rápidos de antígeno para a covid-19, nos centros de testagem, ficou em 15% na última segunda (10), enquanto que, no dia 28 de dezembro de 2021, era de apenas 3%.

"Contra ômicron, ter apenas uma dose de vacina contra covid é estar desprotegido. Precisamos de, ao menos, duas doses contra a variante. Ômicron poderá causar doença grave em quem não tem as duas doses. O potencial de reinfecção da ômicron é grande. Mas 40% dos idosos com as duas doses ainda não tomaram a dose de reforço. Os próximos dias podem ser muito grave se não mudarmos de atitude (em relação a medidas de proteção). Se mais medidas restritivas forem necessárias, adotaremos”, afirmou André Longo. 

"Quer ir para uma balada? Não recomendo", diz secretário de Saúde de Pernambuco 

O secretário Estadual de Saúde, André Longo, fez declarações esta semana que revelam o quão preocupante é a atual aceleração epidêmica da gripe, acompanhada do retorno de casos de infecção pelo coronavírus, como consequência da variante ômicron, que voltou a manter a pandemia em alta em várias partes do País.

Por isso, pensar na possibilidade de realização de festas e shows agora é pensar em formas que facilitam a disseminação de vírus, o que pode levar a risco enorme de vários passos atrás e aumento de medidas restritivas.

"Se você quer ir para uma balada, eu não recomendo; nós não recomendamos. Mas, se pessoa quer, está vacinada com as três doses, faz o teste e dá negativo, a gente não pode impedir. Mas a pessoa tem que ir para o ambiente o mais protegida possível neste momento", opinou André Longo. "Uma pessoa com mais de 55 anos ou uma pessoa que tem vulnerabilidade deve procurar ter um comportamento mais protetivo, da sua saúde e da saúde dos outros. Mas se está completamente vacinada, faz o teste (e dá negativo), é possível frequentar alguns ambientes. Então, estas medidas que anunciamos hoje têm este duplo fator indutor: um para a vacina, e o outro para a testagem", acrescentou.

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