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CoronaVac: André Longo diz que Pernambuco tem 150 mil doses que podem ser "automaticamente revertidas" para as crianças

"Os pais, em maioria, querem vacinar suas crianças", destacou ontem André Longo, em coletiva de imprensa

Cinthya Leite
Cinthya Leite
Publicado em 19/01/2022 às 21:07
BETO DLC/JC IMAGEM
Para André Longo, com os autotestes, é preciso ainda criar uma política de monitoramento dos resultados para vigilância em saúde - FOTO: BETO DLC/JC IMAGEM
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A expectativa para esta quinta-feira (20) gira em torno da aprovação, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do uso da CoronaVac para a população pediátrica a partir dos 3 anos. Em São Paulo, o Instituto Butantan já planejou a operação de logística para distribuir as doses contra covid-19 logo na quinta-feira, caso a Anvisa libere o imunizante para essa faixa etária. Em Pernambuco, o secretário de Saúde, André Longo, garantiu que há doses em estoque para também iniciar a vacinação desse público o quanto antes. "O certo é a Anvisa aprovar, e o Ministério da Saúde colocar (a estratégia de vacinação para esse grupo) no PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra Covid-19). Espero que não demore 30 dias, que essa manifestação (do governo federal) seja ágil, pois os pais, em maioria, querem vacinar suas crianças", destacou André Longo, em coletiva de imprensa, nesta quarta-feira (19)

As informações sobre a CoronaVac, enviadas à Anvisa e que baseiam o pedido de autorização para uso emergencial na população pediátrica, incluem um dossiê de segurança com os dados de 211 milhões de crianças e adolescentes que receberam a CoronaVac na China e os dados de efetividade da vacinação com o imunizante no Chile, onde ele já foi aplicado em mais de 1,5 milhão de crianças e adolescentes.

O secretário André Longo informou que o Estado tem um estoque de mais de 150 mil doses de CoronaVac. "Com aprovação da Anvisa, elas serão automaticamente revertidas para a população pediátrica. Esse total de doses representa de 14% a 15% desse grupo etário em Pernambuco", disse Longo.

O pediatra Eduardo Jorge da Fonseca Lima, membro da Sociedade Brasileira de Imunizações, também participou da coletiva e reforçou a importância da imunização das crianças contra o coronavírus. "Como as crianças fazem parte do grupo menos vacinado, é de se esperar que a variante ômicron passe a ter mais impacto na pediatria, o que significa maior risco patogênico (de adquirir doença). Esta é mais uma razão para acelerarmos a vacinação pediátrica. A vacina é essencial. Já está mais do que comprovado", ressaltou o médico pediatra.

A vacina da Pfizer/Comirnaty, por enquanto, é o único imunizante aprovado, até o momento, para crianças a partir de 5 anos, pela Anvisa, e foi analisada pelas mais importantes agências regulatórias do mundo. É, comprovadamente, segura e eficaz.

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