PANDEMIA

Covid-19: Em PE, variante ômicron corresponde a mais de 90% de testes sequenciados

Relatório de circulação de linhagens elaborado pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE) apontou a prevalência da variante no território pernambucano

Emannuel Bento
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Emannuel Bento
Publicado em 22/01/2022 às 15:08
BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
No cenário brasileiro, a covid-19 já responde por 59,6% dos casos de srag com identificação viral nas últimas quatro semanas, mantendo tendência de aumento - FOTO: BRUNO CAMPOS/JC IMAGEM
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Mais um relatório de circulação de linhagens de SARS-CoV-2 elaborado pelo Instituto Aggeu Magalhães (IAM/Fiocruz-PE) e divulgado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE), na última sexta-feira (21), apontou a prevalência da variante Ômicron no território pernambucano.

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Dos 158 genomas analisados, 145 (91,8%) foram identificados como linhagem Ômicron e 13 amostras (8,2%) foram identificados como linhagem Delta. As amostras analisadas foram coletadas entre os dias 28/12/2021 e 13/01/2022. Na última sexta-feira (14), a prevalência da variante Ômicron foi de 68% nas amostras analisadas.

Os casos de Delta foram registrados a partir da coleta de pacientes provenientes das cidades: Araripina (1), Cabrobó (4), Recife (6), Petrolina (1) e Serra Talhada (1). Já as amostras coletas que registraram a variante Ômicron, foram de Recife (94), Fernando de Noronha (45), Paulista (2), Carnaubeira da Penha (1), Sertânia (1), Garanhuns (1) e Jaboatão dos Guararapes (1).

O papel da vacina

De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, a importância da vacinação ganha ainda mais importância nesse cenário de transmissibilidade da variante. "A ômicron tem uma capacidade de transmissão muito superior às outras variantes, conseguindo contaminar de forma recorrente até mesmo as pessoas que já estão vacinadas. No entanto, não podemos esquecer que mesmo que a vacina não nos deixe livres da infecção, a doença em não vacinados tem um impacto muito pior”, diz André Longo.

"O fato de não estar vacinado, ou só parcialmente vacinado, pode significar hospitalização e morte. Portanto, uma nova onda da Covid-19 terá seu tamanho e gravidade diretamente proporcional à cobertura vacinal completa que tivermos. Por isso, precisamos vacinar o maior quantitativo possível de pessoas, e rápido. Além disso, também é fundamental o respeito aos protocolos e o reforço nos cuidados para minimizar a aceleração viral e evitar ainda mais pressão sobre a rede de saúde", finaliza o secretário.

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