ARBOVIROSES

iLika: Instituto Keizo Asami da UFPE se une à Universidade de Nagasaki para enfrentar arboviroses e doenças emergentes

O laboratório, primeira unidade da estação de pesquisa de Nagasaki na América Latina, já está em funcionamento no iLika.

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Cinthya Leite

Publicado em 18/03/2024 às 10:32 | Atualizado em 18/03/2024 às 11:17
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Para ampliar o enfrentamento a arboviroses (doenças causadas por vírus transmitidos principalmente por mosquitos), zoonoses (doenças infecciosas transmitidas entre animais e pessoas), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e a Universidade de Nagasaki (Japão) assinaram um acordo de cooperação acadêmica para a implantação de uma estação de pesquisa científica japonesa no Instituto Keizo Asami (iLika) da UFPE. 

O objetivo da parceria é possibilitar a detecção precoce de epidemias e de doenças emergentes - aquelas que são novas ou que foram identificadas recentemente, com impacto no ser humano pela gravidade e incidência. 

O laboratório, primeira unidade da estação de pesquisa de Nagasaki na América Latina, já está em funcionamento no iLika.

"Já começamos a colocar em execução uma estação de pesquisa de Nagasaki, que é o começo de um trabalho colaborativo destinado a enfrentar arboviroses, zoonoses e outras infecções na América Latina e evitar, se possível, o surgimento de epidemias e pandemias", diz o professor José Luiz de Lima Filho, diretor do iLika.

Ele destaca que a estação tem equipamento de imagem para fazer diagnóstico de vírus, além de outras máquinas, como freezer a -80ºC. Dessa forma, é possível permitir a conservação de amostras biológicas, como de sangue e outros fluidos corporais, em temperaturas muito baixas, para manter a integridade e a viabilidade de amostras para pesquisas. 

Com essa estrutura e equipes capacitadas (parte dela já veio de Nagasaki para o iLika), os pesquisadores passam a contar com celeridade e efetividade para detectar agentes infecciosos nas amostras. Além disso, a partir de diagnósticos, pode-se iniciar o sequenciamento e identificar possíveis mutações nos vírus, o que pode favorecer o surgimento de epidemias.  

Com duração inicial de três anos, a parceria entre a Universidade de Nagasaki e o iLika tem também a proposta de promover a qualificação de pessoas, a construção de conhecimentos e competências científicas nas áreas de virologia (arboviroses e zoonoses) e parasitologia/microbiologia.

Os pesquisadores japoneses, e alguns brasileiros, são financiados pelo governo japonês e estão desenvolvendo estudos e pesquisas em regime de colaboração. O investimento, segundo o professor José Luiz, pode chegar a mais de R$ 1 milhão anualmente. O convênio pode ser renovado a cada cinco anos. 

"Inicialmente, deverão participar pesquisadores do iLika e de centros de pesquisas e de universidades de nosso Estado. Posteriormente, deveremos ter a participação de outras unidades do País, chegando a outros países da América Latina", informa José Luiz.

O acordo de cooperação foi assinado no último dia 7, em cerimônia realizada no Auditório João Alfredo, na Reitoria da UFPE, pelo reitor Alfredo Gomes e pelo presidente da Universidade de Nagasaki, Nagayasu Takeshi. Estavam presentes o vice-reitor Moacyr Araújo e pró-reitores da UFPE, diretores e servidores da Universidade, incluindo o iLika, e de instituições japonesas.

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