Indústria Fonográfica

Sites de impulsionamento fake de músicas são fechados

A UBC divulga ações realizadas pela Federação Internacional da Indústria Fonográfica, com a Pró-Musica Brasil

José Teles
José Teles
Publicado em 13/12/2020 às 11:26
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Robôs trabalhando - FOTO: Divulgação
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Uns cinco anos atrás recebi um kit de um artista de quem eu nunca tinha ouvido falar Uma caixinha com pendrive, um troço com varias entradas de USB, carregador de celular e um CD. O artista era do segmento sertanejo. Fui ver o que havia dele nas plataformas de stream e no Youtube. Só no Youtube, uma das músicas do cantor estava com mais de 22 milhões de views. E mal fora lançada. Não significa que não possa ter alcançado tantos ouvintes. Fenômenos acontecem.

No recente noticiário de revista virtual da União Brasileira de Compositores (UBC), informa-se que a International Federation of the Phonographic Industry, ou Federação Internacional da Indústria Fonográfica, com a Pró-Musica Brasil, em parceria com a Associação Protetora de Direitos Intelectuais (APDIF) e a Polícia Federal, deram um baculejo que resultou no fechamento de pelo menos uma dúzia de sites que ofereciam streams artificiais, para bombar artistas, arremessando-os às listas de mais tocados nas plataformas de música digital.

Portais ligados ao portal turbosocial.com.br foram banidos, e seus administradores enquadrados, para que não continuem a manipular quantidade de streams por meio de robôs e perfis falsos. A prática torna uma brincadeira inocente o antigo e tão combatido jabá (propinas que se pagavam às emissoras de rádio e TV pra tocar determinados intérpretes). Artistas impulsionados artificialmente são pagos pelos acessos feitos por robôs. Ou seja, pessoas de carne e osso não os ouviram. E ainda. A divulgação na mídia sobre os milhões e milhões de execuções do artista faz com que estes sejam também bombados na Imprensa E aí nem precisam pagar, porque agora são notícia, e atraem ouvintes de carne e osso.

Dai em diante passam a faturar com shows, graças à fama conseguida artificialmente. Os números de streams diminuem, mas o artista reúne grandes plateias. As pessoas vão aos seus shows para ver a celebridade, mesmo que não conheça sua música, que cada vez mais se torna secundária; e até já é criada por inteligência artificial

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