AMÉRICA DO SUL

Argentina volta a receber brasileiros em novembro. Confira as regras

Voos para o Aeroporto de Ezeiza, na grande Buenos Aires, serão autorizados a partir do dia 2/11

Mona Lisa Dourado
Mona Lisa Dourado
Publicado em 25/10/2020 às 10:05
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PROJEÇÃO Nesta temporada, governo espera 50 mil brasileiros, que devem ser atraídos pela vantagem cambial e pelos pontos famosos, como o Caminito   - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Conteúdo às 12h55 do dia 25 de outubro de 2020

Com as fronteiras fechadas desde 20 de março, a Argentina voltará a receber visitantes brasileiros a partir do dia 2 de novembro. A retomada das viagens internacionais foi anunciada no sábado (24) pelo ministro do Turismo do país, Matías Lammens, em entrevista ao jornal argentino La Nación. O decreto liberando a volta dos voos regulares para o país será publicado nesta segunda-feira (26).

Além dos brazucas, poderão entrar turistas do Paraguai, Chile, Bolívia e Uruguai. A autorização, no entanto, é válida apenas para o transporte aéreo, através do Aeroporto de Ezeiza, na Região Metropolitana de Buenos Aires. Uruguaios são os únicos que também poderão ingressar por via marítima. As fronteiras terrestres continuam sem previsão de abertura.

“Trabalhamos com o Ministério da Saúde para que isso pudesse acontecer. É uma nova etapa da pandemia, que nos permite virar a página”, afirmou Lammens, apesar de a Argentina ser o sexto país com maior número de casos de covid-19 no mundo e 28.613 mortes relacionadas ao coronavírus.

REGRAS E PROTOCOLOS

Quem decidir viajar ao país mesmo diante desse cenário precisará contratar um seguro-médico e apresentar um teste PCR negativo. O governo ainda avalia pedir também um novo exame, já em solo argentino, como maneira de evitar a necessidade de uma quarentena.

Turistas e profissionais do setor podem conferir todos os protocolos sanitários implementados pela Argentina no hub de conteúdos do Instituto Nacional de Promoção Turística (Inprotur). O material está disponível em espanhol, inglês, português e francês.

ECONOMIA ARGENTINA

A decisão de retomar o turismo deve-se, sobretudo, à profunda crise econômica em que a Argentina está mergulhada. Às vésperas da temporada de verão, o país pretende recuperar parte das perdas em um dos setores mais afetados pela pandemia da covid-19.

Foto: Reprodução/METSUL
Fronteiras terrestres continuam fechadas - Foto: Reprodução/METSUL

A estimativa é que, entre novembro e dezembro, ao menos 50 mil brasileiros viagem ao país, que deve registrar um fluxo um pouco menor de uruguaios e chilenos.

O governo aposta que os turistas sejam atraídos pela vantagem cambial. A desvalorização atual do peso argentino (R$ 1 = 13,90 ARS) torna alguns destinos dos "hermanos" mais baratos que muitos dos brasileiros. O governo local está consciente, contudo, de que o caminho é longo até recuperar o índice de 1,4 milhão de visitantes brasileiros registrados em 2019.

No sentido contrário, o Brasil recebeu 2,5 milhões de argentinos no ano passado. Em Pernambuco, eles ocupam o primeiro lugar entre os turistas estrangeiros. Foram 35.877 (36,7%) em 2019, do total de 95.762 visitantes do exterior que usaram o portão internacional do Aeroporto do Recife para ter acesso ao País, segundo dados da Empetur. Somados os que chegaram também pelo portão doméstico, vindos de conexões, o número chegou a 117.580 no ano passado.

ABERTURA TOTAL

De acordo com Matías Lammens, a abertura para turistas de nações com as quais a Argentina faz fronteira funcionará como "prova-piloto" antes de uma abertura total, ainda sem cronograma.  "Mediremos como funcionará a partir de novembro e como evolui para tomar uma decisão em relação a outros países. No momento, não contemplamos a abertura para quem vem da Europa", destacou Lammens ao La Nación.

Na última semana, a Argentina retomou os voos de cabotagem. Em novembro, os próprios argentinos poderão voltar a visitar os destinos turísticos do país. A expectativa é que todo o setor esteja reativado a partir de dezembro, quando o Aeroparque, aeroporto dentro de Buenos Aires, será reaberto após concluir obras de reestruturação.

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