LITORAL NORTE

Os passeios e encantos que você nem pensava que existiam em Igarassu, no Litoral Norte de Pernambuco

Igarassu completa 486 anos na segunda (27) e para marcar a data reunimos quatro atividades para curtir a cidade.

Leonardo Vasconcelos
Leonardo Vasconcelos
Publicado em 19/09/2021 às 7:30
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A Coroa do Avião é um dos pontos turísticos mais visitados em Igarassu.
Secretaria de turismo de Igarassu /Divulgação - FOTO: A Coroa do Avião é um dos pontos turísticos mais visitados em Igarassu.
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No próximo dia 27, Igarassu, na Região Metropolitana do Recife, vai completar 486 anos e para marcar a data a Coluna Turismo de Valor relembra alguns roteiros (clássicos e outros pouco conhecidos) para curtir a cidade. Ela não é famosa apenas por ter sido um dos primeiros núcleos da colonização no Brasil e contar com um importante sítio histórico, mas também por apresentar inúmeras opções de lazer ligadas à natureza e esportes. Vamos apresentar quatro com diferentes atividades e paisagens (OBS: os vídeos foram gravados antes da pandemia)

Passeio até a Coroa do Avião

Ela começou a se formar na década de 1970 a partir dos sedimentos vindos do Canal de Santa Cruz, já que está localizada na desembocadura dele. Atualmente a Coroa do Avião conta com cerca de dois hectares de área não inundável. Na maré baixa é possível ir caminhando até a ilhota a partir da praia de Mangue Seco, que fica distante menos de um quilômetro. Nos horários de maré alta o acesso é feito com lanchas que partem não só de Igarassu, mas também da Ilha de Itamaracá, de onde vem grande parte dos turistas.

A origem do nome é explicada pela história da ilha. “Quando Duarte Coelho passou por aqui em 1535 e nas cartas náuticas ele fez referência à croa dos passarinhos. Croa quer dizer banco de areia. Na década de 1940 um monomotor da Força Aérea Brasileira fez um pouso forçado na ponta da ilha. Daí a população começou a chamar o local não de croa, mas sim de Coroa do Avião por causa da queda da aeronave”, explicou a diretora executiva de turismo da cidade Ana Alves.

Desbravar os rios a bordo de um caiaque

A atividade é realizada no Canal de Santa Cruz que é um marco importante para a cidade pois testemunhou a chegada do navegador português Duarte Coelho em 1535 para tomar posse da Capitania de Pernambuco. Além do valor histórico, o canal oferece um ótimo visual. Os caiaques partem dos vários píers espalhados ao longo do canal.

Até quem nunca experimentou remadas aprende facilmente, pois os movimentos são bem intuitivos e práticos. Contra a correnteza, de fato, dá um pouco mais de trabalho, mas com técnica tudo fica bem mais simples. Em alguns momentos os grupos vão até as margens para explorar os manguezais. Ao adentrar nele, é possível ver de perto a vegetação e os caranguejos.

Passeio de bicicleta pela história

Que tal conhecer as belezas escondidas de Igarassu sob duas rodas? Muita gente da cidade e de outras próximas não resistem a esse convite. De pronto dizem sim, sobem nas bicicletas e vão desbravar os cenários mais surpreendentes do município. Existem três grandes grupos de trilhas de bike na cidade que reúnem no total cerca de 200 pessoas para periodicamente se aventurar e, de quebra, turistar pedalando.

Somente no distrito de Nova Cruz existem pelo menos oito opções de trilha. A realizada pela reportagem teve cerca de 12 quilômetros de extensão. Ela teve início perto do rio, ao lado da Capela de Nossa Senhora das Dores e terminou na antiga igreja da Fazenda Congaçari, no povoado de Cuieiras.

Trilha no Refúgio Ecológico Charles Darwin

Em Igarassu é possível fazer uma trilha que é uma verdadeira aula sobre a natureza em uma área de 60 hectares de mata atlântica. O local é o Refúgio Ecológico Charles Darwin (RECD), uma reserva particular sem fins lucrativos, criada na década de 1950 e que desde o final da de 1980 passou a funcionar sistematicamente como área de pesquisa científica e educação ambiental.

As visitas são agendadas e feitas com um acompanhamento de um guia. A trilha na mata é bem pequena com pouco mais de 300 metros e acaba na frente da sede do refúgio, onde são apresentados animais como tatu, preguiça, cobra e porco-espinho, entre outros.

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