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De surpresa, Sandy lança EP visual nesta quarta-feira (14)

Novo compacto da cantora, intitulado '10:39', terá três regravações

Robson Gomes
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Publicado em 13/10/2020 às 21:50 | Atualizado em 13/10/2020 às 22:28
JUNIOR LIMA/DIVULGAÇÃO
A cantora Sandy lança um EP visual para expor os seus sentimentos em relação à pandemia - FOTO: JUNIOR LIMA/DIVULGAÇÃO

A cantora Sandy reuniu a imprensa virtualmente na noite desta terça-feira (13) para anunciar o seu novo EP, intitulado 10:39. Contendo três regravações, o compacto será um trabalho visual, com três clipes em sequência dirigidos por Douglas Aguillar. As músicas entram nas plataformas digitais à meia-noite desta quarta-feira (14) e o conteúdo visual no canal da artista no YouTube no mesmo dia, às 11h.

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Aos jornalistas, Sandy explicou o título do álbum: "O nome é 10:39 porque é a duração do disco. E eu vejo ele como unidade". O repertório é composto das canções Piloto Automático, da banda Supercombo, Lua Cheia, da banda 5 a Seco, e Tempo, uma regravação autoral da cantora, lançado no Manuscrito (2010), seu primeiro disco solo.

Com um discurso em uníssono, as canções trazem mensagens otimistas, evidenciando os sentimentos dela sobre estes sete meses de pandemia, que a fez transferir para 2021 o seu planejamento inicial de entregar um disco de inéditas e cair na estrada com uma nova turnê.

"Quando comecei a ver que a pandemia que ia durar, no meio da frustração por não poder realizar o que tinha programado, eu transferi o meu trabalho que ia fazer este ano para o ano que vem. Mas queria dar um presente para os meus fãs e mostrar que estou trabalhando", disse Sandy.

Ao Jornal do Commercio, que teve acesso à coletiva virtual e aos videoclipes, a cantora entregou um dos detalhes das gravações, que durou dois dias. Em uma das cenas, em que a cantora teve que gritar (em off) no clipe de Tempo, os gritos foram reais, tanto que afetou a sua garganta. "Foi a minha catarse", entregou Sandy.

Nos três vídeos, é perceptível que a cantora deixou transparecer suas emoções, exprimindo - facial e corporalmente - no meio de uma floresta, sentimentos como choro, alegria, raiva e esperança. "Estes clipes representam o que foi esta pandemia para mim. Me reconectou com minhas emoções e conclui com a esperança", declara.

VEJA A CAPA DO EP '10:39':

 
 
 
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Pra mim, como artista, seria impossi?vel passar por esse peri?odo sem ser afetada de alguma maneira. A nossa profissa?o e? toda baseada na nossa capacidade (ou necessidade) de expressar o que a gente sente em forma de arte. Mas, por algum motivo, quando eu pensava em compor, parecia que eu na?o conseguia ser completamente sincera ou suficiente. Quando a gente escreve com um assunto em mente, a gente se limita um pouco, e eu na?o queria, de maneira alguma, me apoiar em cliche?s ou correr o risco de soar minimamente oportunista. Por outro lado, acho que a arte, em suas diversas formas, ajudou a preservar um pouco a sanidade de muita gente durante esse ano, e comigo na?o foi diferente. Filmes, se?ries, mu?sicas, livros, artes pla?sticas… me tocaram de um jeito indescriti?vel e que ajudou a acalmar o corac?a?o em diversos momentos. E algumas canc?o?es especi?ficas que eu ja? amava ha? muito tempo, de repente, se mostraram pra mim com um sentido completamente novo e inesperado. Assim nasceu a necessidade de fazer esse EP. “Piloto Automa?tico”, da banda Supercombo, que conheci quando fui jurada do programa Superstar, “Lua Cheia”, da banda 5 a Seco da qual sou fa? ha? anos e “Tempo”, que gravei no meu a?lbum de estreia da carreira solo, redescobri e que, nesse momento, tomou um tamanho muito maior do que tinha quando a compus, 11 anos atra?s. Tre?s mu?sicas que viraram uma so?, que se confundem uma com a outra, assim como as horas, os dias e os meses desse ano maluco. Produzi em casa, com a fami?lia e com poucos mu?sicos que gravaram a? dista?ncia suas lindas participac?o?es. Para ilustrar essas canc?o?es, chamei um artista que conheci e por cujo trabalho me encantei durante esse peri?odo, chamado Thainan Castro, que me presenteou com essa obra ta?o sensi?vel, delicada e simbo?lica. Quando liguei pra meu amigo Douglas Aguillar (que me acompanhou e registrou todo o meu “ano de Sandy e Junior”) pedindo pra ele me ajudar a traduzir essas mu?sicas em imagens, fomos a? fazenda onde trabalha um amigo de infa?ncia e filmamos na?o um clipe, mas um sentimento, uma alegoria -> continua nos comenta?rios <-

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