Streaming

Maurício Manfrini estreia filme 'No Gogó do Paulinho' no Amazon Prime

Comédia nacional dirigida por Roberto Santucci conta a história do famoso personagem Paulinho Gogó

Robson Gomes
Robson Gomes
Publicado em 19/11/2020 às 15:30

DESIRÉE DO VALLE/DIVULGAÇÃO
Em cena, Paulinho Gogó (Maurício Manfrini) conversa no banco da praça com Carlos Alberto de Nóbrega - FOTO: DESIRÉE DO VALLE/DIVULGAÇÃO
Leitura:

Encerrando o trio de lançamentos de comédias nacionais inéditas neste mês na plataforma de streaming Amazon Prime Video - após Os Espetaculares, de André Pellenz, e Carlinhos e Carlão, de Pedro Amorim - estreia hoje no catálogo o filme No Gogó do Paulinho, protagonizado por Maurício Manfrini, que conta a história de seu personagem mais famoso da rádio, TV e teatro: o Paulinho Gogó.

>> 'Os Espetaculares' traz bastidores do stand-up no Amazon Prime

>> 'Carlinhos e Carlão' discute homofobia com bom humor no Amazon Prime

>> 'Os Farofeiros' estão prontos para invadir sua praia


Criado em 1995 por Manfrini para um programa de rádio no Rio de Janeiro, o personagem migrou em 1999 para a TV passando pela Escolinha do Professor Raimundo e A Praça é Nossa, onde ficou de 2004 até maio deste ano. Como o próprio nome indica, Paulinho Gogó é um verdadeiro contador de histórias. Com um jeito bastante peculiar de falar, cheio de gírias e trocas de sílabas, ele vive conta as aventuras e desventuras de seu cotidiano que, segundo ele, são "fatos venéreos".

Agora no cinema, No Gogó do Paulinho tem o roteiro de Paulo Cursino e direção de Roberto Santucci. Em entrevista coletiva remota, Maurício Manfrini conversou sobre o longa, gravado no início de 2019. "Eu ouvia muito a conversa das pessoas na rua. Eu fui passando para o personagem exatamente a maneira como as pessoas se comunicavam. Como elas falavam das histórias familiares, brigas de marido e mulher, problemas com os filhos... Então eu fui criando um personagem que, graças a Deus, teve uma identificação com o público muito grande, de maneira popular", conta o humorista carioca de 50 anos.

No roteiro do filme, Paulinho Gogó (Maurício Manfrini) narra suas histórias em um banco de praça enquanto aguarda a chegada da sua amada Nega Juju (Cacau Protásio). Ele relembra a infância pobre; os bicos que fez na vida, inclusive no jogo do bicho; o tempo no Exército; as confusões em que conheceu seus amigos Chico Virilha (Serjão Loroza), Biricotico, Helinho Gastrite e Celso Bigorna; e, claro, as idas e vindas no relacionamento com Juju.

"Foi cansativo porque teve muitas participações e locações externas. Foi muito intenso. A dificuldade de levar o linguajar do personagem para o filme não tive muitas porque não mudou muito. A dificuldade foi transformar as histórias que ele contava se materializarem para o espectador. Ele começa contando a história, e ela acontece. Deu muito trabalho na montagem do filme", conta Manfrini ao Jornal do Commercio, que usou mais de 50 figurinos na gravação do longa.

PARTICIPAÇÕES

Repleto de participações especiais, o comediante não poupou elogios à sua companheira de cena Cacau Protásio, repetindo a parceria de sucesso já vista nas telonas em Os Farofeiros (2018), que teve grande êxito no cinema nacional (e ganha até um easter egg neste longa).

"Cacau Protásio é uma atriz e amiga que eu acho maravilhosa! A gente nem precisa colocar piada para ela. Se tem um texto, ela fala do jeito que ela quiser, na entonação que ela quiser, e vai ficar engraçado", ressaltou o protagonista.

Outra participação marcante no filme é quando Paulinho Gogó conversa com Carlos Alberto de Nóbrega. Para Maurício Manfrini foi um momento especial, que ganha até uma sequência extra de melhores momentos entre eles n'A Praça é Nossa nos créditos finais: "Uma das coisas mais mágicas no filme que a gente gravou foi a participação do Carlos Alberto. Ele sempre recebeu, a vida inteira, pessoas no banco da Praça é Nossa. E no caso do filme, eu o recebi no "meu banco". Isso foi muito bacana! Foi um negócio completamente lúdico, onde conseguimos unir um pouco de humor, homenagem, um certo drama cômico, uma ponta de brincadeira".

Com essa pegada de "Forrest Gump" à brasileira, ao longo dos 90 minutos de longa, devido à essa linguagem popular e o humor da boa malandragem, No Gogó do Paulinho tem potencial para alcançar bem mais que os fãs do personagem da televisão.

"O meu recado sempre, desde que eu comecei a trabalhar com humor, é fazer as pessoas, única e exclusivamente, darem gargalhada. Acho que o filme tem esse objetivo também", conclui Maurício Manfrini.

Comentários

Últimas notícias