Música

Coletânea 'O Ano Que Não Teve Carnaval': uma nova forma de ouvir frevo

Projeto independente idealizado pelo cantor e compositor recifense Juvenil Silva reúne artistas para cantarem o famoso gênero pernambucano a seu modo

Robson Gomes
Robson Gomes
Publicado em 09/02/2021 às 9:38
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Juvenil Silva produziu a coletânea especial 'O Ano Que Não Teve Carnaval' - FOTO: DIVULGAÇÃO
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Motor do Carnaval de Pernambuco há 114 anos, o frevo é uma marca registrada da festa. Neste ano, mesmo com a suspensão dos cinco dias de folia no Estado devido à pandemia do novo coronavírus, o gênero musical não vai ficar tão silenciado assim. Uma nova geração de músicos da cena pernambucana, capitaneados pelo cantor e compositor Juvenil Silva, juntou-se na coletânea O Ano Que Não Teve Carnaval, lançada nesta terça-feira (9), Dia do Frevo, nas plataformas digitais.

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O álbum especial de 13 faixas, sendo duas delas inéditas, reúne nomes como Dunas do Barato, Evandro Negro Bento, Isaar, Publius, Feiticeiro Julião, Juba, Graxa, Manuca Bandini, André Macambira, Ex-Exus, Julio Samico, Marcelo Cavalcante e o próprio Juvenil Silva.

"A coletânea veio porque a Dunas do Barato ia lançar um frevo novo hoje [a inédita Você Pensa?, inclusa neste álbum], e então falei no meu Instagram: 'Gente, esse ano não vai ter Carnaval, mas vou inventar um bocado de maluquices pra gente poder ficar numa boa'. E o meu papel de artista não é ficar preso só à política, a discursos, conscientizar, educar, mas é também entreter os meus seguidores e fãs", explica Juvenil, que assina a produção musical e curadoria afetiva do projeto.

Para o músico recifense de 35 anos, O Ano Que Não Teve Carnaval, além de ser um projeto 100% independente, tem uma intenção maior para com os ouvintes. "O que eu mais queria fazer era estimular as pessoas a ficarem em casa no Carnaval. Pois o meu medo maior é de que as pessoas se desliguem e saiam para a rua. A ideia maior é ouvir frevo e curtir em casa. Ano que vem, a gente brinca em dobro", motiva.

A coletânea também acaba sendo uma boa oportunidade para as pessoas terem contato com um frevo mais desconstruído musicalmente. "Queremos reivindicar a questão de que o frevo não tem que ficar parado no tempo. Não é só uma tradição da época de Carnaval. É preciso lembrar que há artistas jovens — que não necessariamente são de frevo — que querem pegar esse ritmo e tirar dessa coisa engessada, só do período carnavalesco. [...] Frevo é música, e música tem que ser livre para fazermos o que quisermos, seja o frevo tradicional até o frevo psicodélico, que é o que eu costumo fazer", completa Juvenil Silva, que está na faixa 3, Bloco do Amor Primo.

Junto à coletânea, o artista prepara uma live para o próximo sábado (13), a partir das 10h, no Instagram @oanoquenaotevecarnaval. "Vou tocar frevo e marchinhas psicodélicas", convida.

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