LUTO

Com morte de Lailson de Holanda, psicodelia pernambucana perdeu dois músicos para covid-19

Dois dos artistas fundamentais para a corrente, Flaviola e Laílson morrem em decorrência da covid-19

Bruno Vinicius Emannuel Bento
Bruno Vinicius
Emannuel Bento
Publicado em 26/10/2021 às 14:42
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Reprodução/Facebook
Lailson de Holanda faleceu em decorrência de Covid-19 - FOTO: Reprodução/Facebook
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Se o mundo viveu os movimentos de contracultura nos anos 1960, a década seguinte foi selada pela chegada da psicodelia em Pernambuco. Impulsionada pela disseminação do Festival Woodstock - que chegou ao Brasil nas salas de cinema -, o Estado embalou seu próprio movimento psicodélico com o Udigrudi. Dois dos artistas fundamentais para a corrente, Flaviola e Laílson morrem em decorrência da covid-19. O último, que fez carreira enquanto chargista, cartunista e desenhista, optou por não tomar nenhuma das doses da vacina.

Flaviola foi um grande líder para a música psicodélica pernambucana. O artista, que residia no Rio de Janeiro, faleceu em junho deste ano, vítima da Covid-19, aos 68 anos. Seu primeiro disco solo "Flaviola e o Bando do Sol", que é de 1974, chegou a ter uma reedição em LP, lançado em 2020.

O ano também marcou seu último trabalho inédito, o disco "Ex-Tudo". "Martelo dos 30 anos" (1985), "Quasar do sertão" (1986) e "Décimas de um cantador" (1987) foram algumas das parcerias que o artista teve com Zé Ramalho, um dos seus maiores parceiros musicais. 

"Flaviola e o Bando do Sol" ficou disponível, a partir desta sexta-feira (22), nos canais da Rozenblit no Deezer, Spotify, Tidal, Apple Music e Youtube.

Lailson de Holanda

Lailson nasceu no Recife, em 1952. Embora tenha seguido grande parte da vida como cartunista, desenhista e chargista, na música também fez um papel importante.

Em 1973, gravou com Lula Côrtes o disco instrumental "SATWA", raridade entre colecionadores e considerado o marco inicial da psicodelia pernambucana. Contudo, decidiu seguir o caminho das charges - em vida, ele dizia que viver de música era muito difícil naquela época.

Além de sua atividade como chargista, continuou sendo músico e compositor, tendo participado das bandas como Blusbróders, A Garagem e The Lailson Blues Band e Lailson & Friends. Em 2011, lançou o CD da ópera pop "NASSAU", composta por ele e por Fábio Valois.

 

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