Nesta segunda-feira (02), o Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que todas as Medidas Provisórias e decretos sobre as receitas financeiras que visavam beneficiar empresas, causaram um prejuízo "irrecuperável" ao país.
"Entre R$ 10 e R$ 15 bilhões, considerando o que nós imaginamos hoje que é irrecuperável. A não ser que haja uma suspensão das medidas pelo Judiciário".
Haddad também mencionou os decretos que o ex-vice-presidente Hamilton Mourão publicou, que causou uma perda de R$ 14 bilhões, considerados "perdidos":
"À luz do que aconteceu na última semana do ano, faltou confiança. Os decretos que o Mourão publicou, as medidas provisórias que o Mourão publicou, desonerando mais de R$ 13 bilhões, R$ 14 bilhões de tributos que foram perdidos".

Durante seu discurso de posse, Hadddad citou os decretos publicados no Diário Oficial da União no penultimo dia de 2022:
"Esses são os patriotas que deixam o poder", disse. O Ministro mencionou uma fala sobre ele pedir ao então governo Bolsonaro para se abster "de qualquer medida que onere os cofres públicos", mas que o governo não respeitou:
"Se vocês resgatarem a minha fala, minha fala foi: 'nós estamos pedindo para o governo Bolsonaro se abster de tomar qualquer medida fiscal que onere os cofres públicos em 2023'. Depois que eu pedi isso, eles tomaram quatro medidas".
Dentre essas medidas citadas por Haddad, está o decreto para cortar PIS/Cofins pagos por empresas, o que causaria um dano de R$ 5,8 bilhões.