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Auxílio Emergencial: Caixa realiza mudança no aplicativo Caixa Tem para evitar filas virtuais

Usuários têm reclamado sobre longas esperas para acessar o aplicativo Caixa Tem

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 09/07/2020 às 16:35
CORTESIA
APLICATIVO Acesso ao pagamento emergencial é através do Caixa Tem - FOTO: CORTESIA
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Como diversos beneficiários do auxílio emergencial, programa temporário criado pelo Governo Federal com o intuito de amenizar efeitos da crise do novo coronavírus, têm reclamado sobre longas esperas para acessar o aplicativo Caixa Tem, a Caixa Econômica Federal optou por fazer mudanças no software para ampliar a validade de sessão de cada usuário em um período de 72 horas. O objetivo é evitar que seja necessário o retorno para a fila virtual, caso a pessoa queira fazer um novo acesso nesse tempo. A mudança já está em vigor.

>> Confira o calendário completo de saque em dinheiro do auxílio emergencial para todos os lotes

No Twitter, diversos beneficiários têm reclamado de ficar horas esperando para poder ter acesso ao aplicativo. "Que ódio desse Caixa Tem, a pessoa espera uma vida para entrar, daí o app sai e, quando entra novamente, a pessoa precisa entrar em outra fila", disse uma internauta.


Até o App é lixo nesse desgoverno.

 

 

De acordo com o jornal Extra, a Caixa esclareceu que o aplicativo está disponível 24 horas por dia, durante os sete dias da semana, porém, devido à magnitude de acessos podem ocorrer intermitências momentâneas por parte de alguns serviços. A média de acessos é de 500 mil usuários por hora.

Além da grande quantidade de acessos, a Caixa também informou que, no acumulado, já são cerca de 40 milhões de usuários únicos, mais de 1,2 bilhão de consultas de saldo/extrato, 17,7 milhões de boletos pagos e 3,5 milhões de compras utilizando as maquininhas/QR Code.

Problemas ao fazer transferência para o PicPay ou Nubank

Quem recebe o auxílio emergencial nem sempre pode esperar o calendário de saques e transferência entre contas para cumprir com suas obrigações financeiras. Por isso, muitos optaram pela alternativa de fazer a transferência do valor disponibilizado no aplicativo Caixa Tem para carteiras digitais como PicPay, por meio do pagamento de um boleto, como se fosse uma conta. No entanto, o que era para ser algo para facilitar, virou motivo de preocupação: muitos relatos disseram que, após a realização do pagamento do boleto, o dinheiro "sumiu".

No caso do PicPay, alguns beneficiários disseram que, após o pagamento do boleto, o dinheiro não apareceu na conta. Já em outras situações, o valor até chegou a entrar no saldo, mas não pôde ser utilizado, pois na hora de fazer o uso, aparece o erro "saque cancelado". Em comunicado ao Tecnoblog, a justificativa da empresa é de que o problema se encontra na instabilidade que afeta os sistemas da Caixa Econômica Federal. De acordo com o PicPay, quando ocorre este erro, o valor debitado no Caixa Tem será estornado pela própria Caixa.

Com relação ao Nubank, vários beneficiários fizeram relatos sobre o estornos dentro de algumas contas do banco. Segundo a instituição financeira, este problema se deu, porque entre os dias 15 de abril e 10 de junho de 2020, parte dos clientes que havia realizado pagamento de boletos por meio do aplicativo Caixa Tem recebeu, em sua conta digital da Caixa, uma quantia superior ao correto. Por isso, o erro se deu devido a uma falha sistêmica da própria Caixa Econômica Federal.

A Caixa Econômica Federal negou a falha em seus sistemas internos durante transferências para o PicPay e Nubank, após as reclamações.

"Acerca de relatos de intercorrências em pagamentos e transferências do Caixa Tem para fintechs, não foram identificadas falhas nos sistemas internos do banco", informou a Caixa Econômica Federal, em nota ao site Tecnoblog.

Segundo o banco, foram processados nessa quarta-feira (8) cerca de 6 milhões de boletos e não houve incidente no sistema de cobrança. Além disso, foram realizados mais de 1,6 milhão de transações com o cartão de débito virtual.

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