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Certificados digitais ganham força durante a pandemia; saiba como funciona

Além de evitar o contato físico, o certificado digital pode trazer segurança, reduzir gastos e diminuir produção de papel

Manuela Figuerêdo
Manuela Figuerêdo
Publicado em 26/08/2020 às 12:02
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Empresas precisam ter um certificado digital para realizaremassinaturas digitais de contratos - FOTO: Pixabay
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As adaptações que brasileiros têm vivenciado dentro das empresas em tempos de pandemia vão muito além do home office. Para quem conseguiu manter sua empresa nesse cenário, contratos e documentações mostram sua importância. Não é à toa que, de acordo com o Instituto de Tecnologia da informação (ITI), até o início de julho foram emitidos 3 milhões de certificados digitais no Brasil, um aumento de 55,8% em comparação com o mesmo período no ano passado.

Em linhas gerais, o certificado digital é uma identidade virtual que permite a identificação de uma pessoa física (e-CPF) ou jurídica (e-CNPJ) através de uma chave digital. A validade de um certificado pode ser de até 3 anos. Existem certificadoras autorizadas pelo Governo que fazem esse processo, a exemplo de empresas como Certisign, Solut e a própria Serasa. Através delas, você pode solicitar seu certificado, sendo necessário pagar um valor, fazer um agendamento e levar os documentos pessoais ou relacionados da empresa e, por sua vez, ter o documento virtual. Devido ao isolamento social, é possível fazer tudo isso virtualmente, mas também há a opção de ir até o estabelecimento autorizado.

 

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e-CPF é relativo a certificado digital para pessoas físicas - Reprodução

Para as empresas, ter certificado digital é básico. Seja para demissão de um funcionário, para declarações da Receita Federal ou emissão de notas fiscais, ele será eventualmente exigido. O serviço, ainda, se mostra como um facilitador. No caso do sócio da Bernhoeft, Igor Meireles, ele explica que todos os contratos são assinados de forma digital. “A gente elabora o documento, sobre na plataforma de assinatura digital, assine via certificado e o cliente faz a mesma coisa. Ninguém precisa sair para esse processo”, comenta. Diferentemente da assinatura eletrônica, que é grafia de uma pessoa em uma tela, a assinatura digital tem o mesmo valor da assinatura feita em cartório porque é autenticada pelo certificado.

E se o certificado pode facilitar a vida da pessoa jurídica, também pode fazer o mesmo pela pessoa física. Todos os atos praticados pelas juntas comerciais, exigem assinatura digital dos responsáveis, por meio do e-CPF, como ato de constituição, alteração, baixa, registros de balanços, As pessoas físicas podem, por exemplo, utilizar o e-CPF para entrega da declaração do imposto de renda, pré-preenchidas, com os dados fornecidos pelas fontes pagadoras, despesas médicas, planos de saúde, previdência privada, evitando assim erros de preenchimento e evitando a malha fiscal.

Ganhos

Os ganhos do certificado digital começam com o próprio contexto da pandemia. Com a autorização da telemedicina, é possível obter uma prescrição de receita ou exame do médico através da assinatura digital, basta que ele já tenha o certificado. Juntamente com a praticidade de realizar uma assinatura remota para evitar o contato com outras pessoas, o documento virtual possibilita, na visão do empresário Igor, a redução de custos - não é necessário gastar com o transporte de um documento a ser assinado -, sustentabilidade - menos papel é gasto - e segurança digital, afinal, você tem “uma senha do banco” que pode garantir que aquilo realmente tenha sido assinado pelo responsável.

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