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Médicos do INSS afirmam que só voltarão ao trabalho após fazerem inspeção própria nas agências

Nesta sexta-feira (18), o governo publicou em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) um edital de convocação para que os servidores retomem os atendimentos de forma imediata nas agências

Bruna Oliveira
Bruna Oliveira
Publicado em 18/09/2020 às 17:19
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INSS benefícios pagos a partir de 1999 podem passar a incorporar mais contribuições anteriores a 1994 - FOTO: DAY SANTOS/JC IMAGEM
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Após o governo publicar em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) um edital de convocação, nesta sexta-feira (18), para que os peritos médicos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) retomem os atendimentos de forma imediata nas agências, a Associação Nacional dos Médicos Peritos da Previdência Social (ANMP) afirmou que os médicos só irão retornar ao trabalho após eles mesmo inspecionarem as agências, na semana que vem, e aprovarem a vistoria.

Com o comunicado da associação, ainda não há garantia de que as pessoas que procurarem as agências a partir da próxima segunda-feira (21) recebam atendimento. Mais cedo, antes da publicação do edital, o secretário especial de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, já havia afirmado que as perícias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) recomeçariam no primeiro dia útil da próxima semana.

A ANMP afirmou, ainda, que o Ministério da Economia rompeu o diálogo com a categoria e, por isso, os peritos farão inspeções por conta própria nas agências. Conforme a vistoria seja aprovada, os profissionais retomarão o atendimento, que está parado há cinco meses, estava previsto para ter recomeçado na última segunda-feira (14). No Grande Recife, muitas pessoas foram pegas de surpresa com a suspensão do serviço.

O impasse entre o governo e os peritos tem afetado diretamente mais da metade das pessoas que tentam conseguir um auxílio, benefício ou aposentadoria. Do 1,57 milhão de procedimentos na fila, 790,4 mil (50,4%) precisam de perícia. 

Qualidade de EPI's

A associação também reclama da qualidade dos equipamentos de proteção individual fornecidos pelo INSS. Segundo eles, os objetos não têm procedência, data de fabricação, data validade ou certificado para comercialização no Brasil.

Em resposta, o governo afirma que cumpriu todos os protocolos para o retorno dos médicos, depois de três meses de trabalho e até consultas a organismos previdenciários de outros países. De acordo com o órgão, foram comprados equipamentos de proteção individual e coletiva para o atendimento.

 

 

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