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Criminosos se aproveitam de pré-cadastro do Pix para aplicar golpes; veja como se proteger

Em tais golpes, os criminosos geralmente instalam softwares maliciosos nos computadores e celulares das vítimas e coletam dados pessoais e bancários, com mensagens e contatos realizados através de links no e-mail, WhatsApp ou Facebook

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Publicado em 22/10/2020 às 7:48
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Acesso internet celular - FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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Previsto para começar a operar em 16 de novembro, o Sistema de transferências bancárias instantâneas Pix, criado pelo Banco Central, já vem sendo usado por criminosos para aplicar golpes. Desde 5 de outubro as instituições financeiras já começaram a disponibilizar o pré-cadastro das chaves e senhas dos clientes, que podem ser número de celular, CPF ou CNPJ, e-mail ou números aleatórios, criado pelo próprio Pix.

O problema, no entanto, é que golpistas têm se aproveitado deste período de pré-cadastro, onde os bancos entram em contato com os utilizadores, para se passar pelas instituições financeiras, obter dados sigilosos dos consumidores e induzi-los ao cadastro em sites falsos. 

Em tais golpes, os criminosos geralmente instalam softwares maliciosos nos computadores e celulares das vítimas e coletam dados pessoais e bancários, com mensagens e contatos realizados através de links no e-mail, WhatsApp ou Facebook. Para escapar de golpes do gênero, é importante que o usuário tenha ciência de que as instituições financeiras do país não pedem senhas ou códigos de validação fora de seus canais digitais oficiais.

Divulgação/PF
Mensagens de golpistas se passando por instituições financeiras - Divulgação/PF
Divulgação/PF
Mensagens de golpistas se passando por instituições financeiras - Divulgação/PF


Como não cair em golpes do gênero

Em nota, a Polícia Federal deixou dicas de como o usuário deve se proteger deste tipo de golpe. Veja:

  • Em hipótese alguma forneça senhas ou efetue cadastro fora do aplicativo ou site oficial do banco (nem mesmo pelo telefone);
  • Nunca clique em links e nem em botões para instalações de qualquer dispositivo enviados por e-mail, whatsapp, facebook ou SMS sob hipótese alguma, é sempre melhor apagar.
  • Os bancos não enviam mensagens ou links pedindo dados, senhas ou informações pessoais dos correntistas e não envia links por e-mail ou whatsapp para atualização de qualquer sistema de segurança ou verificação de cadastro, via de regra isso é feito no site oficial ou pelo próprio aplicativo quando ele precisa fazer algum tipo de alterações ou mudanças para o tornar mais seguro e completo.
  • Não compartilhe links duvidosos com seus contatos sem antes saber se são autênticos – você pode estar sendo usado por bandidos para espalhar o golpe e prejudicar outras pessoas, inclusive seus parentes.
  • Cuidado com o imediatismo de mensagens tais como: Sua Conta será bloqueada se não fizer o procedimento de segurança, quase sempre tais conteúdos querem fazer com que as pessoas não pesquisem a veracidade das informações na página oficial da empresa ou dos bancos.
  • Nunca preencha nenhum cadastro, formulário ou pesquisa fornecendo seus dados financeiros ou pessoais através de links enviados pelo e-mail, tais como: senha de bancos, cartão de crédito, conta corrente, benefícios, dentre outros.
  • Ao entrar em qualquer página verifique se existe um cadeado cinza no canto superior esquerdo da página – isso atesta que sua conexão não foi interceptada e que o site está criptografado para impedir golpes.
  • Veja a grafia do endereço da página. Elas têm que ter o HTTPS onde o “S” corresponde a uma camada extra de segurança, ou as terminações, .com.br, .gov.br;
  • Nunca baixe programas piratas para o celular ou computador, tais sites costumam ter a maior concentração de vírus;
  • Instale um bom antivírus em seu celular ou computador e tenha o sistema operacional do seu celular e computador atualizados

O que fazer caso já tenha caído em golpes?

Este tipo de ocorrência deve ser tratado diretamente com a Polícia Civil, portanto, a vítima deve procurar imediatamente uma delegacia para prestar um boletim de ocorrência policial. Caso o seu celular, computador ou tablet tenha sido invadido por programas maliciosos, é necessário submetê-los a uma análise  por parte de um especialista em informática. 

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