Economia

Pagamento digital e uso de papel-moeda crescem na pandemia, diz estudo

Foram consideradas informações de Brasil, Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru

JC
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Publicado em 19/12/2020 às 8:23
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MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
O Google lançou, nessa segunda-feira (4), a atualização do Android Open Source Project (AOSP) - FOTO: MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL
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Dados do Instituto de Estudos Estratégicos de Tecnologia e Ciclo de Numerário (ITCN) mostram que o uso de papel-moeda e de pagamentos digitais cresceu no período da pandemia do novo coronavírus (covid-19). Ao todo, foram analisados oito países, entre eles o Brasil. As informações são da Folha de São Paulo. 
Além do Brasil, foram avaliados Argentina, Canadá, Chile, Colômbia, Estados Unidos, México e Peru, a partir de dados de empresas privadas e do governo de cada País. O objetivo da pesquisa é analisar a situação dos bancos centrais de diferentes países do mundo, para avaliar impacto da pandemia, bancarização, numerário e preferência de pagamentos da população, além de open banking e autonomia monetária.
No Brasil, segundo informações do Instituto Locomotiva, publicados em abril de 2020, as compras realizadas através de aplicativos para celular cresceram 30% somente durante o primeiro mês de isolamento social. Um outro estudo, dessa vez da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), também mostrou o aumento das transações bancárias realizadas por pessoa física pelo celular, que foi de 22% entre os meses de janeiro e abril. Já as presenciais caíram 53% no período. 
"Buscamos também dados sobre aumento da demanda por papel-moeda no Brasil, mas especificamente per capita, para facilitar a comparação com os outros países, já que as informações não são padronizadas, e não encontramos. Mas foi observada a demanda no geral e de emissão de cédulas", disse Mariana Chaimovich, coordenadora da pesquisa, à Folha de São Paulo.
"Durante o isolamento social provocado pela pandemia de covid-19, conforme prognóstico feito por empresas do setor, a adesão aos meios de pagamento digitais foi acelerada, destacando-se, conforme tendência anterior, o Mobile Banking", conclui o estudo.
"Entretanto, observou-se também aumento significativo da demanda por dinheiro em espécie, que bateu recordes de valor em circulação. Esse fenômeno indica que, ao invés de ter se concentrado em apenas um setor, houve diversificação de meios de pagamento utilizados durante a pandemia", diz.
 

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