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Juros do crédito voltaram a subir no Brasil ao fim de 2020

A taxa média geral para pessoa física passou de 5,51% ao mês (90,34% a.a) em novembro de 2020 para 5,56% ao mês (91,42% a.a.) em dezembro de 2020. A maior desde agosto do mesmo ano

JC
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Publicado em 11/01/2021 às 17:08
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
Pagamentos tiveram início no último dia 25 de maio - FOTO: Marcello Casal Jr/Agência Brasil
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As taxas de juros das operações de crédito voltaram a subir no último mês do ano de 2020. De acordo com a Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), após meses de queda, as taxas foram influenciadas pelo aumento dos juros futuros, a expectativa de novas elevações da taxa básica de juros (Selic) frente a uma inflação maior e provável elevação dos índices de inadimplência. O mês de dezembro apresentou a maior média de taxa de juros desde agosto para as pessoas físicas. 

A taxa de juros média geral para pessoa física apresentou uma elevação de 0,05 ponto percentual no mês (1,08 ponto percentual no ano) correspondente a uma elevação de 0,91% no mês (1,20% em doze meses) passando a mesma de 5,51% ao mês (90,34% ao ano) em novembro/2020 para 5,56% ao mês (91,42% ao ano) em dezembro de 2020. 

No caso de pessoa jurídica, todas as linhas de crédito pesquisadas tiveram suas taxas de juros elevadas no mês no último mês do ano passado. 

 A taxa de juros média geral para pessoa jurídica apresentou uma elevação de 0,04 ponto percentual no mês (0,65 ponto percentual no ano), correspondente a uma elevação de 1,41% no mês (1,63% em doze meses), passando de 2,83% ao mês (39,78% ao ano) em novembro de 2020 para 2,87% ao mês (40,43% ao ano) em dezembro de 2020. Maior patamar desde o mês de setembro. 

"Temos uma provável alta da inadimplência, que pode ocorrer por causa do fim das carências nos empréstimos (pausas e carência nas negociações de dívidas), o desemprego elevado, que acontece no Brasil, ao fim do pagamento dos auxílios emergenciais e o aumento da inflação e seus efeitos na renda, além da maior seletividade dos bancos na concessão de crédito”, explica o vice-presidente de estudos e pesquisas da Anefac, Miguel José Ribeiro de Oliveira.

Selic

Considerando todas as elevações e reduções da taxa básica de juros (Selic) promovidas pelo Banco Central desde março de 2013, houve no período (março de 2013 a dezembro de 2020) uma redução da Selic de 5,50 pontos percentuais (redução de 72,41%), passando de 7,25% ao ano em abril de 2013 para 2% ao ano em dezembro de 2020.

Mesmo com a redução da taxa básica, no mesmo período a taxa de juros média para pessoa física apresentou uma elevação de 3,45 pontos percentuais (elevação de 3,92%), indo de 87,97% ao ano em março de 2013 para 91,42% ao ano em dezembro de 2020.

Nas operações de crédito para pessoa jurídica houve uma redução de 3,15 pontos percentuais (redução de 7,23%), passando de 43,58% ao ano em março de 2013 para 40,43% ao ano em dezembro de 2020.

A perspectiva da Anefac é de que as tacas continuem a subir nos próximos meses. 

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