Inflação dos alimentos

Preço da cesta básica sobe 1,03% em janeiro no Recife e já custa R$ 474,22

Produtos que registraram maiores altas foram farinha de mandioca, feijão carioquinha, banana, açúcar e carne

Adriana Guarda
Adriana Guarda
Publicado em 08/02/2021 às 16:30
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FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
Feijão carioquinha subiu 5,09% em janeiro, na comparação com dezembro - FOTO: FILIPE JORDÃO/JC IMAGEM
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O ano de 2021 começou repetindo a tendência de alta nos preços dos alimentos iniciada em 2020. A Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos realizada pelo Dieese aponta que, em janeiro, os preços aumentaram em 13 capitais pesquisadas. Recife fez parte das cidades que tiveram alta, com o valor subindo 1,03%, de dezembro para janeiro, e alcançando R$ 474,22. 

Entre as 17 capitais pesquisadas pelo Dieese no País, Recife aparece entre as que tem o quarto menor valor, mas isso não quer dizer muita coisa porque a capital tem uma renda média do trabalho baixa e alta taxa de desemprego (18,8%). No acumulado dos últimos 12 meses, o preço da cesta básica disparou 19,77%, muito acima da inflação (4,52% em 2020).  

No Recife, os produtos que mais contribuíram para a elevação mensal nos preços foram farinha de mandioca
(6,83%), feijão carioquinha (5,09%), banana (5,07%), açúcar (4,84%), carne (3,22%), manteiga (2,86%), óleo de soja (1,85%), café (1,80%) e arroz agulhinha (0,66%). Os poucos produtos que baixaram de valor foram tomate (-7,95%), leite integral (-1,85%) e pão francês (-1,80%). Com a subida nos preços, de acordo com o Dieese, foi preciso gastar o equivalente a 46,61% do valor do salário mínimo para comprar a cesta básica, ou seja, quase metade. 

BRASIL 

Alguns produtos como carne bovina, açúcar, banana, batata e feijão tiveram movimento de alta em várias capitais. Em período de entressafra, o açúcar teve uma queda no volume ofertado no mercado e os preços subiram. A banana teve situação parecida, em função da entressafra da banana prata. Já o aumento da carne bovina foi motivado pela alta demanda no mercado externo, que diminuiu a oferta doméstica e puxou os valores para cima.

Constantemente presente na mesa dos brasileiros, o feijão subiu em 12 capitais. O tipo carioquinha, pesquisado no Norte, Nordeste, Centro-Oeste, em Belo Horizonte e São Paulo, variou entre 2,71%, em Goiânia, e 9,16%, em Belém. Em Aracaju (-3,41%), Campo Grande (-1,46%), São Paulo (-0,85%) e Brasília (-0,26%), o valor médio diminuiu. Já o custo do feijão preto, pesquisado nas capitais do Sul, em Vitória e no Rio de Janeiro, aumentou em todos esses locais - com destaque para Florianópolis (4,82%), Rio de Janeiro (1,85%) e Vitória (1,85%). Problemas climáticos acarretaram redução da disponibilidade de feijão e alta nos preços. Parte da oferta de feijão preto foi garantida por grão importado. 

 

 

 

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