CUSTO DE VIDA

Alimentos e bebidas puxam a inflação de agosto na Região Metropolitana do Recife

Inflação da RMR foi de 0,6 ponto percentual em agosto. Acumulada nos últimos 12 meses já está em 9,65%  

Edilson Vieira
Edilson Vieira
Publicado em 09/09/2021 às 16:27
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Agência Brasil
Batata inglesa com 34,46% de aumento foi o alimento com maior elevação de preços em agosto, no Recife - FOTO: Agência Brasil
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação ofical, registrou neste mês de agosto para o Recife, alta de 0,66%. O índice é 0,31 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,97% registrada em julho. A pequena queda não aliviou de forma significativa a pressão da inflação. Neste ano (janeiro a agosto), o IPCA acumula alta de 5,84% e, nos últimos 12 meses, de 9,65%.

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, oito apresentaram alta em agosto. A maior variação, de 1,78 %, veio de alimentação e bebida. A segunda maior contribuição, 0,92%, veio do grupo vestuário. Na sequência vieram habitação (0,56%), despesas pessoais (0,41%), educação (0,36%), transportes (também 0,36%), comunicação (0,30%) e artigos de residência (0,20%). Por sua vez, saúde e cuidados pessoais (-0,18%) apresentou queda no índice geral.

Quanto aos índices regionais, todas as cidades pesquisadas apresentaram variação positiva em agosto. O maior foi registrado em Brasília (1,40%), influenciado pelas altas nos preços da gasolina (7,76%) e da energia elétrica (3,67%). Já o menor resultado ocorreu na região metropolitana de Belo Horizonte (0,43%), por conta da queda nos preços das passagens aéreas (-20,05%) e da taxa de água e esgoto (-13,73%). Recife ficou em 12o. Lugar entre as cidades pesquisadas, com índice abaixo do registrado para o Brasil no mês (0,87%).

RECIFE

Na Região Metropolitana do Recife os produtos alimentícios apresentaram as maiores taxas percentuais de aumento. Batata inglesa 34,46%, cheiro verde 22,64, banana prata 16,52, cebola 13,71%, coentro 13,12% hortaliças e verduras 11,90%.

Já o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) apresentou alta de 0,73% em agosto, abaixo do resultado de julho (0,97%). No ano, o indicador acumula alta de 6,05 % e, em 12 meses, de 10,28%. Enquanto o IPCA abrange famílias com rendimentos de 1 a 40 salários mínimos, o INPC mede a inflação para as famílias mais pobres, com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos.

Dos nove grupos pesquisados no INPC, oito apresentaram alta no mês de agosto. Alimentação e bebidas 1,76% , vestuário 0,92%, habitação 0,59%, transportes 0,54%, despesas pessoais 0,48%, educação 0,42%, comunicação 0,27% e artigos de residência 0,23%. Por outro lado, o grupo saúde e cuidados pessoais teve índice negativo de -0,55%.

O economista Jorge Jatobá, falando nesta quinta-feira (9) para o programa Passando a Limpo, da Radio Jornal Recife, disse que o cenário é preocupante. "A inflação hoje já está em quase 9% [Brasil] nos últimos 12 meses, e as expectativas inflacionárias são crescentes. Cerca de 75% da cesta de produtos pesquisada no IPCA aumentou de preço no último mês". Jatobá ainda prevê uma escalada nos juros. "O Banco central vai continuar aumentando os juros. A expectativa é chegar no final do ano em 7,5%. Eu acredito que vai além disso. Entre 8% e 9%, e juros altos desencoraja a atividade econômica porque aumenta o custo financeiro para empresas e consumidores", disse Jorge Jatobá.

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