RETOMADA

Pernambuco não tem um plano claro de retomada do setor de eventos; diz o presidente da Associação dos Promotores de Eventos

O presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori Júnior, disse, nesta quinta-feira (16), que a falta de um plano claro de retomada do setor está criando dificuldade para se planejar eventos, como o réveillon e Carnaval

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 16/09/2021 às 14:24
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O setor de eventos foi um dos mais impactados pela pandemia do novo coronavírus - FOTO: DIVULGAÇÃO
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O presidente da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (Abrape), Doreni Caramori Júnior, disse, nesta quinta-feira (16), que Pernambuco tem um diálogo com o setor de eventos, mas não há um plano claro de retomada, o que está criando uma dificuldade inicial para que o setor comece a lançar eventos como o reveillon e Carnaval. "As vezes, para um evento acontecer em dezembro, precisa ser iniciado com pelo menos três meses de antecedência", explicou. O setor de eventos está há 18 meses com as suas atividades paralisadas por causa da pandemia do novo coronavírus. 

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"Isso dificulta muito, porque o nosso setor tem uma peculiaridade que é não puder voltar sem se planejar. Não dá para planejar um reveillon se não se sabe quais as premissas que serão usadas no reveillon", argumentou, acrescentando que se há condições de se planejar outros setores, como por exemplo, supermercados, há condições também de se planejar os eventos "de uma forma coerente". 

Ele citou que os Estados estão divididos em três grandes blocos com relação à retomada do setor. "Há um bloco que já retomou os eventos na integralidade como Pará, Maranhão. Há outro que antecipou o planejamento da retomada do setor, como São Paulo, Bahia e Sergipe. E há Estados, que embora haja diálogo, não se sabe como vai funcionar para os próximos meses", resumiu. Pernambuco, segundo ele, estaria neste último bloco. E acrescentou: "Não se trata de ser rígido no tempo presente, mas de ser mais transparente". 

Doreni argumentou também que não se pode cobrar do governo se daqui há alguns meses a pandemia vai estar controlada como está hoje e que se as condições relacionadas à pandemia piorarem, o setor volta a paralisar as suas atividades. Ele defende também que os critérios de retomada poderiam estar relacionados ao percentual da população vacinada, observando também a ocupação dos leitos hospitalares. 

IMPACTO

A pandemia trouxe muitos impactos ao setor. "Cerca de um terço das empresas do setor quebrou ou mudou de ramo. O outro um terço está em situação falimentar, achando que vão retomar, mas a cada mês que passa vai aumentando este conjunto. E o último um terço está com muita dificuldade. É visível que há de 40% a 50%  de desemprego no setor, incluindo o pessoal que estava informal que está sem emprego e sem perspectivas de retomada, aumentando os problemas sociais", concluiu.

NOTA

Sobre as críticas acima, em nota, "o Governo de Pernambuco esclarece que está em constante e intenso diálogo com o setor de eventos do Estado e que, em conjunto com o próprio segmento, Pernambuco construiu o plano de retomada dos grandes eventos, o qual está sendo validado para vigorar neste próximo mês de outubro. Vale ressaltar que, desde o início de setembro, vêm sendo realizados eventos-teste com público de até 1,2 mil pessoas ou 50% da capacidade do local, o que for menor. Somente com resultados favoráveis destes eventos-teste é que será possível avançar na retomada dos grandes eventos". Esses eventos testes só podem ocorrer até meia-noite e devem ter, no máximo, sete horas de duração. Os empresários que desejarem produzir esse tipo de evento devem procurar a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco para formalizar a solicitação.

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