PANDEMIA

Associação Brasileira de Bares e Restaurantes afirma que passaporte da vacina é danoso para todos

Para a Abrasel medida é ineficaz e empurra para os empresários a responsabilidade pela fiscalização

JC
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Publicado em 25/11/2021 às 16:51
YACY RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
Empresários do setor de gastronomia esperam que estados e municípios abram mão da exigência do comprovante de vacinação - FOTO: YACY RIBEIRO/ACERVO JC IMAGEM
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A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes divulgou posicionamento contrário a exigência por alguns estados e municípios de cobrarem do público o comprovante de vacinação para acesso a eventos, estádios, bares, restaurantes e outros ambientes coletivos. Para a Abrasel, a medida não é razoável e nem exequível e traz prejuízos ao setor de alimentação fora do lar e aos próprios cidadãos.

Em Pernambuco, o comprovante de vacinação só é exigido em eventos sociais, corporativos e esportivos com público acima de 300 pessoas. Para bares e restaurantes o chamado passaporte da vacina não é exigido mas a Abrasel-PE decidiu se posicionar em acordo com a postura do órgão nacional.

RESTRIÇÃO

Para o presidente-executivo da Abrasel nacional, Paulo Solmucci, cobrar passaporte de vacinação da população é um desserviço. “Com a medida, criamos uma diferenciação entre os cidadãos, entre aqueles que já se vacinaram e os que não podem ou não tiveram a oportunidade de receber a vacina".

O presidente da Abrasel nacional se justifica afirmando que há pessoas que, por restrições de saúde, não podem ser imunizadas agora, e indaga: "Elas serão impedidas de entrar no restaurante? E aqueles que vêm de outros estados ou cidades, onde a campanha de vacinação está mais lenta, ficarão impedidos de comer onde se exige o passaporte? Não faz o menor sentido”, destacou Solmucci.

De acordo com a Abrasel, cria-se, ainda, mais uma responsabilidade para os empresários e gestores dos estabelecimentos: o da fiscalização. “Caso um cliente se recuse a mostrar a comprovação da vacina, como os estabelecimentos devem proceder? Acionando a polícia? Os policiais vão dar conta de atender essas demandas? Esse é a melhor ocupação da força policial? São perguntas que a gente se vê obrigado a fazer diante de uma decisão estapafúrdia dessas”, completa Solmucci.

 

A Abrasel alertou seus associados para um cenário que, segundo a associação,  vem se repetindo em todo o País: governadores e prefeitos legislando por meio de decretos em questões importantes, muitas vezes sem diálogo. “Nossa impressão é que há uma necessidade imperiosa de mostrar que algo está sendo feito pela população. Os governantes pegam um exemplo de fora do país, em cidades onde o índice de vacinação está absurdamente mais baixo do que no Brasil, e tentam implementar por aqui", diz Solmucci.


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