DESENHO DO FUTURO

Suape vai ter novo plano diretor

O documento é importante para traçar ajustes e ditretrizes para o futuro do Complexo Industrial de Suape, um dos mais importantes polo de desenvolvimento do Estado

Angela Fernanda Belfort
Angela Fernanda Belfort
Publicado em 17/01/2022 às 21:08
DIVULGAÇÃO/SUAPE
O Complexo Industrial e Portuário de Suape terá um novo plano diretor até abril de 2023 - FOTO: DIVULGAÇÃO/SUAPE
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O Complexo Industrial e Portuário de Suape vai ter um novo plano diretor num prazo de 15 meses. O contrato com o consórcio formado pelas empresas TPF e a renomada consultoria Ceplan vai desenvolver estudos técnicos multidisciplinares, elaborar uma revisão, além de atualizar o Plano Diretor Suape 2030. O serviço foi contratado por R$ 6,8 milhões, preço vencedor da licitação. O registro desta contratação foi publicado no Diário Oficial do Estado no último dia 08 de janeiro. Os recursos empregados são da estatal Suape.

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A iniciativa tem por objetivo revisitar todo o planejamento físico-territorial e estratégico da empresa frente às novas demandas de mercado e aos desafios impostos pelo atual cenário econômico. Por exemplo, Suape tem uma área grande destinadas aos empreendimentos do setor naval, como o Estaleiro Atlântico Sul (EAS), atingido pela a grande crise econômica que começou em 2014 e não acabou até agora. O EAS está fazendo reparos, voltou a contratar pessoal, mas só o futuro vai dizer se o empreendimento vai conseguir ocupar toda a área inicialmente prevista para a sua instalação.

 

"O atual plano diretor vai apontar direções para o futuro, onde serão construídos os novos cais de Suape. As ações em curso de Suape vão ser repassadas para os consultores para haver uma sinergia entre o que está em curso e o que vai ser planejado", resume o diretor de Planejamento e Gestão de Suape, Francisco Martins.

O atual Plano Diretor Suape 2030 foi elaborado em 2011, após o Complexo Industrial Portuário registrar o período de maior progresso de sua história. Era outro Brasil e outro Suape. Somente para o leitor ter ideia, em 2010, o Brasil e Pernambuco registraram recordes de crescimento do seu Produto Interno Bruno (PIB), que, grosseiramente, mede tudo produzido num determinado local. Ainda em 2011, foram elaborados três cenários de referência para orientar a visão de futuro do complexo com metas e objetivos até 2030: um de curto, um de médio e um de longo prazo.

Depois de 2014, Pernambuco também registrou queda nas transferências de recursos federais. E grande parte de Suape foi construído com recursos federais. No período aureo de crescimento da economia, o governo do Estado fez grandes investimentos em Suape, inclusive como contrapartida para atrair empreendimentos como a Refinaria Abreu e Lima e o EAS, entre outros.

O secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio, informou via sua assessoria, que a iniciativa promoverá a atualização do conjunto de diretrizes, instrumentos e parâmetros que orientarão o desenvolvimento e a expansão do complexo no curto, médio e longo prazos. “Isso ocorrerá de forma ordenada e ajustada à evolução da demanda sobre o Complexo de Suape, tanto no que se refere ao parque industrial do Estado, como ao transporte marítimo. Estamos fazendo tudo isso mirando a otimização na atração e implantação dos investimentos públicos e privados”, pontua Geraldo.

SUSTENTÁVEL

A gestão dos trabalhos será conduzida pela equipe da Diretoria de Planejamento e Gestão da estatal portuária. Ao final do processo, são esperados, ao menos, 13 produtos, que incluem a atualização e complementação do cadastro das empresas, diagnóstico situacional, leitura da realidade, cenários alternativos, construção da visão de futuro, com plano urbanístico e atualização do leiaute portuário, entre outros relatórios que embasarão o documento final. "Também pedimos para que nos apresentem desenhos de outras áreas portuárias para vermos qual a melhor se adapta ao Complexo Industrial e Portuário de Suape", conta Francisco. Também existem outros negócios surgindo de olho em Suape como a fabricação de hidrogênio verde, que provavelmente será abordado também no plano diretor.  

Também deve ser analisado no plano diretor a infraestrutura disponível, os acessos rodoviários, o fornecimento de água e energia, entre outros. "Não é só olhar para Suape, mas todo o território estratégico de todos os municípios que compõe a área de influência de Suape, que vai desde Rio Formoso até Paulista, passando por Moreno", conclui Francisco.

O Porto de Suape é um dos poucos projetos defendidos nas últimas quatro décadas por todos os governadores de Pernambuco, independente de partido político, como um polo estruturador do desenvolvimento do Estado.

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