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Jogadores da Inglaterra querem reunião para proteger salários durante pandemia do coronavírus

O Sindicato dos Jogadores Profissionais (PFA) da Inglaterra querem reunião urgente com os clubes sobre o impacto da suspensão dos campeonatos devido à pandemia

AFP
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Publicado em 25/03/2020 às 17:51
Foto: Oli Scarff / AFP
Suspensão dos jogos por causa da pandemia do novo coronavírus atingiu fortemente as finanças dos clubes - FOTO: Foto: Oli Scarff / AFP
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O Sindicato dos Jogadores Profissionais (PFA) da Inglaterra pediu para que sejam iniciadas negociações urgentes com os empregadores (Premier League e Liga Inglesa de Futebol) sobre o impacto da suspensão dos campeonatos devido à pandemia do novo coronavírus nas finanças dos clubes e nos jogadores.

Todo o futebol profissional está suspenso no país até pelo menos o próximo dia 30 de abril, embora a paralisação possa durar mais no momento em que o país teme um grande aumento no número de casos positivos para covid-19.

A falta de renda devido à paralisação atingiu fortemente as finanças dos clubes, especialmente nas três categorias profissionais abaixo da Premier League, o que poderia levar a pedir aos jogadores um atraso no pagamento de seus salários ou até mesmo uma diminuição.

É o caso, de acordo com a imprensa, do Birmingham, que se tornou o primeiro clube do campeonato a aprovar uma redução temporária de 50% nos salários dos jogadores de futebol que ganham mais de 6.000 libras por semana (cerca de US$ 7 mil).

"Assim como com outras empresas, a atual crise da Covid-19 está afetando severamente as finanças" dos clubes, informou o PFA em um comunicado.

Vários clubes já pediram a seus jogadores a redução de seus salários.

"Para enfrentar essa situação, solicitamos uma reunião urgente com a Premier League e a EFL (Liga Inglesa de Futebol)", acrescentou o sindicato.

Os jogadores do Bayern de Munique e de outros clubes alemães já concordaram em cortar seus salários durante o período em que a Bundesliga estiver suspensa.

"Em circunstâncias concretas e com garantias adequadas, mecanismos como adiar o pagamento de salários é um tema que está em discussão e pode ser discutido", disse o chefe da PFA, Bobby Barnes, à publicação The Athletic no início desta semana.

"Obviamente, à medida que você desce de divisão, os adiamentos são mais problemáticos porque os salários não são tão altos" e afetam mais os jogadores.

Mesmo quando o campeonato for retomado, as partidas certamente serão disputadas a portas fechadas para reduzir os riscos de disseminação do vírus e impedir o colapso do sistema de saúde.

Mas retomar a competição, mesmo nessas circunstâncias, ajudaria a reduzir as perdas dos clubes, uma vez que boa parte dos contratos de televisão seria mantida.

A Premier League calculou em 762 milhões de libras o que deixaria de entrar via direitos de televisão se a temporada não for concluída.

Barnes garantiu que os jogadores aceitariam jogar a portas fechadas, porque, embora "o futebol pertença aos torcedores, a realidade é que, para a grande maioria dos jogadores, principalmente os jogadores de primeiro nível, a renda deles é baseada no dinheiro da televisão" e existem contratos a serem cumpridos".

O Manchester City e o Manchester United, vizinhos e grandes rivais do futebol inglês, uniram forças para realizar uma doação em conjunto de 100 mil libras aos bancos de alimentos de sua cidade, no norte da Inglaterra.

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