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O Ministério Público da Suíça pretende encerrar uma das ações criminais contra Blatter

Processo criminal por crimes de corrupção contra Blatter foi aberto em 2015 anos e fez com que ele renunciasse à presidência da Fifa, cargo que ocupou por mais de 17 anos.

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Publicado em 12/04/2020 às 12:50 | Atualizado em 12/04/2020 às 12:50
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Ex- presidente da Fifa tem 84 anos - FOTO: AFP
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O Ministério Público da Suíça planeja encerrar um dos dois processos criminais abertos contra o ex-presidente da Fifa, Joseph Blatter, por suspeita de crimes de corrupção enquanto dirigia a entidade máxima do futebol mundial.

O gabinete do procurador-geral da Suíça confirmou neste sábado que pretende encerrar uma investigação que apurava irregularidades em um contrato assinado por Blatter referente à venda de direitos de transmissão no Caribe da Copa do Mundo de 2014, disputada no Brasil.

A decisão é o exemplo mais recente de como os casos da Fifa na Justiça suíça estão estagnados, enquanto que, por outro lado, as investigações nos Estados Unidos se mostram aceleradas, trazendo à tona novas acusações de suborno envolvendo as Copas da Rússia, em 2018, e do Catar, em 2022.

O processo criminal contra Blatter foi aberto em 2015 anos e fez com que ele renunciasse à presidência da Fifa, cargo que ocupou por mais de 17 anos. O dirigente está cumprindo uma suspensão de seis anos do futebol.

Mais corrupção

Permanece aberto um segundo processo criminal contra Blatter, instaurado por um pagamento indevido de 2 milhões de fracos suíços (cerca de R$ 10 milhões na cotação atual) feito em 2011 ao ex-vice-presidente da Fifa, Michel Platini, com recursos da Fifa, referentes a serviços prestados entre janeiro de 1999 e junho de 2002.

Os promotores disseram, por meio de um comunicado, que não poderiam estabelecer uma data para encerrar a investigação envolvendo Blatter e a União Caribenha de Futebol (CFU, na sigla em inglês).

Na época em que o contrato foi assinado, a CFU era dirigida por Jack Warner, que também foi presidente da Confederação de Futebol da América do Norte, Central e Caribe (Concacaf) e vice-presidente da Fifa. Esses direitos foram vendidos a uma emissora de televisão jamaicana, com lucro de cerca de 20 milhões de dólares (R$ 102 milhões).

Em 2015, a procuradoria suíça afirmou que o contrato "foi desfavorável à Fifa". Segundo os promotores, havia a suspeita de que Blatter teve "gestão desleal" e agiu "contra os interesses" do órgão que rege o futebol mundial.

O acordo sobre a venda dos direitos de transmissão da Copa no Caribe foi cancelado em 2011, após a renúncia de Warner da vice-presidência da Fifa, cuja comissão de ética, em 2015, decidiu banir para sempre o dirigente trinitino de qualquer atividade relacionada ao futebol. No mesmo ano, ele chegou a ser preso, mas conseguiu deixar a cadeia mediante o pagamento de fiança.

No ano passado, Warner foi condenado pela justiça norte-americana a pagar uma indenização de US$ 79 milhões (cerca de R$ 400 milhões, na cotação atual) pelo seu envolvimento em um dos vários escândalos de corrupção que estremeceram a Fifa.

Corrupção no Brasil

Libertado da prisão antes do fim da pena por ser do grupo de risco do novo coronavírus, José Maria Marin chegou no Brasil no dia 30 de março. O ex-presidente da CBF, de 87 anos, desembarcou no Aeroporto de Viracopos, em Campinas.

Ele estava preso desde o fim de maio de 2015, inicialmente na Suíça e depois nos Estados Unidos (parte da prisão foi domiciliar), onde foi condenado por corrupção. Assim, ficou cerca de cinco anos afastado do País.

No Estados Unidos, o ex-presidente da CBF foi acusado de receber mais de 3,3 milhões de dólares em propinas de empresas de marketing esportivo.

Após a prisão e a condenação, José Maria Marín foi também banido do futebol pela Fifa, em abril de 2019. O brasileiro foi o primeiro dirigente do futebol condenado no escândalo Fifagate e multado em um milhão de francos suíços.

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