OLIMPÍADA

Tecnologia divide protagonismo com os atletas nos Jogos de Tóquio-2020

Inteligência artificial, 5G e Big Data têm contribuído para um evento moderno e conectado

Túlio Feitosa
Túlio Feitosa
Publicado em 06/08/2021 às 3:11
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DIVULGAÇÃO / TÓQUIO-2020
Robô de suporte de campo (Field?Support?Robot - FSR) nos Jogos de Tóquio-2020 - FOTO: DIVULGAÇÃO / TÓQUIO-2020
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Não é surpresa o Japão estar trazendo ao público os Jogos Olímpicos com o mais alto nível tecnológico da história. Mesmo com a ausência do público, devido à pandemia da Covid-19, as ferramentas baseadas na Inteligência Artificial e Internet das Coisas (IoT) têm auxiliado atletas e comissões dos países na experiência olímpica.

A evolução tecnológica nas Olimpíadas está presente desde o final dos anos 40. Nos Jogos de Londres de 1948, foi inaugurado o?photo?finish?e em 1988, na Olimpíada de Seul, a chegada da natação passou a ser decidida através de sensores na piscina.?Já em esportes como vôlei, badminton e tênis, onde um mínimo detalhe decide o ponto, câmeras e inteligência artificial?contribuem para um esporte mais justo.

Para os Jogos de 2020, que estão sendo realizados em 2021, a presença da internet 5G, que traz mais velocidade na conexão, permitiu a maior circulação de informações. Através do fornecimento da internet, também é possível gerar uma maior qualidade de transmissão. E, além disso, dar oportunidade aos atletas para que eles possam interagir mais com o público à distância?nas redes sociais (Twitter, Instagram, TikTok etc.). O hábito da comunicação à distância se tornou cada vez mais frequente após o longo período de pandemia.

"Mesmo sem o público, que seria beneficiado com as conexões disponíveis e o advento do 5G, os atletas têm a oportunidade de aproveitar destas ferramentas. Seja com postagem nas redes sociais ou?os aparelhos disponíveis na Vila Olímpica, e até mesmo o painel com conexão direta com seus familiares dentro das arenas, a tecnologia está presente e dando uma prévia do que poderemos encontrar mais facilmente nos próximos anos", afirmou?Emerson Zarour, diretor de inovação da MV, companhia brasileira voltada à inovações tecnológicas para a área da saúde.

Entre as evoluções tecnológicas para os Jogos Olímpicos, o desenvolvimento voltado para os atletas também não ficaram para trás. Principais protagonistas das Olimpíadas, inúmeros atletas de nível mundial passaram a receber um monitoramento cada vez mais avançado, através de exames, do estado físico e de saúde, além do rendimento em competições e treinamentos.

"No ciclo olímpico recordes mudam, atletas mudam e a tecnologia também. Vejo que principalmente nestes últimos anos, surge quase que como uma obrigatoriedade a parceria entre talento e tecnologia. Observamos atletas que vão desde a realização do seu mapeamento genético para um conhecimento de como sua saúde pode ser aprimorada para as melhores condições nas provas, e aí durante os treinamentos entramos em processo de monitoramento de todo seu plano de cuidado, com geração de indicadores por meio de dispositivos e exames. Com a pandemia da Covid-19, a busca por soluções que resolvessem tudo mais facilmente, incluindo uma conexão robusta, aumentou. A grande vitrine está sendo agora, em Tóquio", completou?Zarour.?

Máquinas entre os atletas?

Alguns dos nomes mais fortes das Olimpíadas por muitas vezes parecem até máquinas, devido aos esforços sobre-humanos. Mais rápido, mais alto, mais forte. Entre esses "heróis" estarão também os robôs de verdade, que atuarão para facilitar o atendimento aos atletas.??

O FSR (Field?Support?Robot), por exemplo, é um assistente que deu as caras nos jogos de Rugby?Sevens, levando a bola da partida da lateral até o centro do campo. O simpático robô também está sendo utilizado para levar alguns objetos para atletas no atletismo.?

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